Quarta-feira, 24 de junho de 2026

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Voltar Taxa de juros no Brasil está impossível; não tem como ser competitivo, aponta Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência da República

O pré-candidato do PSD à presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que é “impossível” o Brasil ser competitivo com uma taxa de juros no patamar atual. “Todos nós sabemos que quando a taxa de juros é alta demais é impossível as pessoas continuarem na atividade. Também não tem como ser competitivo em relação a isso”, afirmou.

Caiado também disse que o “custo Brasil”, ou o “custo PT”, tem levado o setor produtivo “ao grau de estrangulamento”.

As declarações ocorreram nessa segunda-feira (22), no evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Também participaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Reformas

Caiado, afirmou ainda que, se eleito, vai encaminhar ao Congresso Nacional no mesmo dia em que tomar posse as reformas que o país necessita.

“Tenho certeza de quem for governar tem que ser honesto falando de não reeleição. Não serei candidato à reeleição. No entanto, o curto prazo de ser presidente limita a um prazo de 18 a 24 meses. Encaminharei todas as minhas reformas ao Congresso no dia 5 [de janeiro]. A partir daí, vamos discutir o país”, afirmou.

Ao final do encontro, o pré-candidato recebeu o documento “Construindo o Brasil 2050”. O material traz recomendações em áreas estratégicas, como agenda macroeconômica, política industrial, inovação, cooperação internacional, energia, infraestrutura de transportes, sustentabilidade, sistema tributário, segurança jurídica, entre outros temas essenciais para o fortalecimento da economia e a competitividade do Brasil.

Durante o evento, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, mencionou reformas fundamentais para o avanço do país, como a modernização do setor elétrico, o reequilíbrio da matriz de transporte, a conclusão de obras paradas, a modernização das relações de trabalho, a criação de condições de financiamento adequadas e regras tributárias que favoreçam os investimentos produtivos, além do controle de gastos públicos, a redução do spread bancário e dos juros.

“O Estado precisa garantir um ambiente de negócios pautado pela estabilidade das regras e por agências reguladoras fortalecidas e independentes que assegurem o bom funcionamento dos mercados”, destacou. “A indústria está pronta para fazer a sua parte. Esperamos que o poder público também escolha planejar e executar, em vez de apenas improvisar.” (Com informações de O Estado de S. Paulo e da CNN Brasil)

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