Quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 24 de março de 2026
Senadores devem protocolar, até esta quarta-feira (25), no Supremo Tribunal Federal (STF), um mandado de segurança para viabilizar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso Banco Master. A iniciativa ocorre após o ministro André Mendonça decidir pela prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o que reacendeu o debate sobre a criação de novas frentes de apuração no Congresso.
O pedido a ser apresentado pelos parlamentares prevê a instalação de uma CPI exclusivamente no Senado. Isso porque, no caso de uma comissão mista – que envolve deputados e senadores –, é necessária a convocação de uma sessão conjunta do Congresso Nacional, etapa que pode demandar mais tempo e articulação política.
Embora o requerimento já tenha superado o número mínimo de assinaturas exigidas – são necessárias 27 –, a efetiva criação da CPI ainda depende da leitura do pedido em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Esse procedimento é considerado indispensável para dar início formal aos trabalhos da comissão.
O requerimento para a criação da CPI do Master no Senado é de autoria do senador Eduardo Girão e reuniu 51 assinaturas, número que demonstra apoio expressivo entre os parlamentares. Ainda assim, a ausência da leitura em plenário mantém o processo em compasso de espera.
Nos bastidores, há a expectativa de que o ministro André Mendonça seja designado relator do mandado de segurança, uma vez que já atua em investigações relacionadas ao caso Banco Master no âmbito da Corte. A eventual distribuição do processo, no entanto, pode seguir critérios regimentais.
“O pedido, pelo que eu revisei na peça, vai ser alternativo. A prevenção, se eles entenderem que é caso de prevenção, já existe um juiz para o caso Master que é André Mendonça. Se entender que essa prevenção não se estende, é sorteio”, explicou o senador Alessandro Vieira.
A decisão proferida por Mendonça na última segunda (23) determinou que Alcolumbre tem prazo de 48 horas para oficializar a prorrogação da CPMI do INSS. Inicialmente, o prazo para encerramento das investigações da comissão mista estava previsto para o dia 28 de março.
Com a decisão liminar e monocrática, no entanto, a CPMI deverá continuar suas atividades por mais 120 dias. A medida ainda depende de confirmação pelo plenário do STF, o que pode alterar ou consolidar o cenário atual.
Diante disso, Alcolumbre solicitou um parecer jurídico à Advocacia-Geral do Senado para avaliar os desdobramentos da decisão de Mendonça e orientar os próximos passos institucionais.
O julgamento da decisão foi pautado pelo presidente do STF, Edson Fachin, e está previsto para ocorrer nesta quinta (26). (Com informações do portal de notícias g1)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.