Segunda-feira, 16 de maio de 2022

Segunda-feira, 16 de maio de 2022

Voltar Senador curte feriadão de carnaval e o povo paga

Senador de primeiro mandato, Angelo Coronel (PSD-BA) curtiu em São Paulo o período de carnaval, no fim de fevereiro, com direito a hospedagem em um dos hotéis da rede Atlantica. O Senado não funcionou no período em que ele ficou ali hospedado com a esposa na Suíte Luxo King para não fumantes, de 26 de fevereiro a 2 de março últimos, ainda assim a conta é nossa. A nota fiscal, que ele apresentou ao Senado para obter ressarcimento, registra o valor de R$ 2.593,70.

Um é pouco…
A mulher do senador também estava na suíte. O casal aproveitou a viagem e deu um pulo na Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

… dois é bom…
Além da benesse da estadia, o cotão ainda foi usado para pagar a passagem aérea de sua excelência. Foi e voltou por nossa conta.

… três é demais
O Senado bancou o hotel, bancou as passagens do senador, mas não da primeira-dama. Pagou “só” a metade da nota: R$ 1.441,82

Atividade parlamentar?
“Procedimentos médicos” levaram Coronel a São Paulo, diz a assessoria, apesar do feriadão e de ele aparecer bem-disposto em fotos da ocasião.

Fux deu o mote: “mexeu com um, mexeu com todos”
A sorte do deputado Daniel Silveira está selada: sua condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) eram favas contadas. O julgamento começou com a sentença condenatória praticamente definida, nos termos do mote proclamado em nota pelo ministro Luiz Fux, em agosto de 2021, ao reagir a ataques do presidente Bolsonaro: “Mexeu com um, mexeu com todos”. O mote se aplica ao deputado federal Daniel Silveira.

Julgamento rápido
Silveira não tinha chance, apesar da atuação corajosa do seu advogado. O STF foi objetivo e parecia dedicado a encerrar o caso ainda ontem.

Maior surpresa
A grande surpresa do julgamento foi a posição do ministro André Mendonça, que, ao contrário das fake news difundidas, não pediu vistas.

Vapt-vupt
O ministro Edson Fachin não precisou de mais de 1 minuto e 44 segundos para se associar ao voto do relator e condenar o réu.

Caríssima inutilidade
A agência de petróleo e gás ANP tem reforçado a própria inutilidade, limitando-se a divulgar os preços médios dos combustíveis. A ANP custa caro demais, até por suas decisões exóticas, para se resumir a isso.

Jucá na frente
Pesquisa Pontual em Roraima (TSE nº RR-06836/2022) mostra a liderança de Romero Jucá (MDB) para senador, com 43%, seguido de Hiran Gonçalves (PP), que soma 22,9%. O atual senador Telmário Motta (PDT) tem 21,4%, Helder Girão 6,8% e Ozeas Colares (Podemos) 5,9%

Motivos de sobra
Se restava alguma dúvida sobre o fim da emergência sanitária, a média de mortes por covid caiu abaixo de 100 pela primeira vez desde a virada do ano e chegou na terça a 94, a menor em dois anos de pandemia.

Brasil x Uruguai
Com 214 milhões de habitantes, o Brasil atingiu 85% da população com ao menos uma dose. O Uruguai, com 3,4 milhões de habitantes, muito elogiado nas manchetes brasileiras, vacinou 85,4%.

Complicado
A disparada do diesel, apesar de a alta no petróleo ter sido mais do que compensada pela queda no dólar, fez o preço do litro avançar até 5,4% em março. Segundo a Ticketlog, o preço médio do S-10 é de R$ 6,984.

Precisa nem ter
Ao realçar a certeza do placar em um jogo, o premiado jornalista Milton Neves popularizou a expressão “esse jogo não precisa nem ter”. Parecia ser o caso do julgamento de Daniel Silveira.

Potência mundial
O agronegócio brasileiro impressiona até quando o clima não ajuda. Segundo a Conab, o clima adverso reduziu a safra de cana-de-açúcar em 10,6%, ainda assim foram produzidas 585,2 milhões de toneladas.

Consumo masculino
Pesquisa CNI/FSB mostra que, nos últimos seis meses, homens passaram a gastar mais em carne vermelha, combustíveis, materiais de construção, refeições fora de casa e TV por assinatura.

Pensando bem…
… quando o juiz precisa dar mais explicações que a defesa, não é bom sinal para o acusado.

PODER SEM PUDOR

Picolé de brasileiro
Presidente da União Nacional dos Estudantes no início da década de 80, Aldo Rebelo viu-se cercado de convites internacionais. Num belo dia, foi a Moscou, cujo governo, então soviético, não lhe inspirava confiança. Militante do PCdoB, Rebelo via nos funcionários do Kremlin repulsivos revisionistas. Ao desembarcar, um solícito funcionário soviético insistiu para que ele vestisse um casaco térmico. Camarada Aldo recusou, achando-se agasalhado, e ganhou a rua. Não deu um passo depois disso. Repentinamente, perdera todos os movimentos. A temperatura, em Moscou, estava a 39 graus negativos. O brasileiro, sob a insuficiente lã dos velhos agasalhos, parecia congelado. Solícito, o russo jogou sobre ele o feioso, porém eficiente, abrigo térmico; e, aos poucos, o presidente da UNE foi recuperando a mobilidade. Chateado, o revolucionário Aldo ficou devendo esse favor à camarilha revisionista soviética.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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