Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Voltar Segundo filme sobre Bolsonaro teve 5,9 mil espectadores e bilheteria de R$ 123,9 mil

O documentário “A Colisão dos Destinos”, que retrata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve 852 sessões durante as quatro semanas que esteve em cartaz, entre maio e junho deste ano. O média-metragem registrou 5.982 espectadores no período e renda total de R$ 123,9 mil. Os dados são da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e foram obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo pela Lei de Acesso à Informação.

“A Colisão dos Destinos” é um segundo filme sobre Bolsonaro além de “Dark Horse”. O documentário é produzido pela Dori Filmes, de propriedade de Doriel Francisco da Silva. Na ficha técnica, ele consta como coautor do roteiro ao lado de William Alves. O deputado Mário Frias (PL-SP) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também são creditados como colaboradores da produção.

A partir da segunda semana de exibição, o documentário só superou a marca de 100 espectadores em um dos 15 dias em que seguiu em cartaz. Em quatro dias, inclusive, não houve público registrado.

“A Colisão dos Destinos” foi lançado em 14 de maio, um dia após o site Intercept Brasil revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para bancar “Dark Horse”. O financiamento do filme pelo dono do Master está na mira da Polícia Federal (PF). Também há a suspeita que recursos públicos tenham ido parar na produção. A PF apura se emendas parlamentares de Mário Frias foram desviadas para o filme. Em outra frente, a Polícia Civil de São Paulo investiga se recursos da Prefeitura da capital paulista foram repassados à produção.

Ancine apura custos da obra

Enquanto “Dark Horse” está na mira da PF e da polícia paulista, “A Colisão dos Destinos” é alvo de uma investigação da Ancine. De acordo com a Agência Pública, a Dori Filmes declarou gastos de apenas R$ 4,5 mil com a produção do documentário, valor que “não condiz com os custos de uma obra audiovisual”, segundo a agência. A produtora alegou que não houve gastos com a produção porque “todos os técnicos trabalharam de forma voluntária, como parceiros da obra”.

A reportagem da Pública visitou o endereço informado pela Dori Filmes à Receita Federal e não localizou a sede da empresa.

 

(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)

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