Domingo, 03 de maio de 2026

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Voltar Eduardo Leite é anunciado para a presidência nacional do PSDB a partir de fevereiro

Uma das apostas do PSDB em seu processo de renovação, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, será o presidente nacional da legenda a partir de fevereiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (30) nas redes sociais do partido. O tucano gaúcho estará em Brasília na semana que vem para ajustar a passagem de comando com o atual mandatário, Bruno Araújo.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, ele declarou que agora está concentrado na preparação de sua segunda gestão à frente do Palácio Piratini e que, por tal motivo, sua oficialização no cargo partidário terá que esperar mais dois meses.

No final de março, Leite renunciou ao mandato de governador para concorrer nas prévias que definiram o candidato do PSDB à Presidência da República. Seu concorrente na sigla era o ex-governador paulista João Doria, que venceu a disputa interna mas acabou desistindo de seguir adiante, em meio ao cenário de crise na legenda.
O xadrez político levou a sigla a uma mudança de estratégia, indicando a senadora paulistana Mara Gabrilli como vice na chapa encabeçada pela emedebista Simone Tebet (que seria a terceira colocada na votação nacional). Em contrapartida, no Rio Grande do Sul Eduardo Leite venceu a disputa para governador tendo como vice o deputado estadual Gabriel Souza (MDB).

Ele derrotou o bolsonarista Onyx Lorenzoni (PL) no segundo turno, realizado em 30 de outubro. O tucano obteve 3.687.126 votos (57,12%), contra 2.767.786 (42,88%) do seu adversário, revertendo derrota na primeira etapa do pleito, quase um mês antes. Trata-se do primeiro governo reeleito no Rio Grande do Sul desde a redemocratização do Brasil – a votação para a chefia dos Executivos estaduais após a ditadura militar (1964-1985) foi realizada em 1982. Embora o status de “reeleito” não se aplique a Leite (devido à renúncia), sua vitória nas urnas é assim tratada sob o prisma da legislação: por ter vencido dois pleitos seguidos para o cargo, estará impedido de concorrer a um terceiro em 2026.

A posse está marcada para as 10h do dia 1º de janeiro, em rito oficial na Assembleia Legislativa. Às 11h, já no Palácio Piratini, o governador Ranolfo Vieira Júnior transmitirá o cargo. Prefeito de Pelotas (Região Sul) entre 2013 e 2016 e, antes disso, secretário municipal, vereador e presidente da Câmara Municipal na mesma cidade, o tucano gaúcho é também detentor da marca de mais jovem político eleito para o governo gaúcho: tinha apenas 33 anos ao vencer José Ivo Sartori (MDB) no pleito de 2018.

Por fim, o político tucano – que em março completará 38 anos – tem na sua trajetória outra façanha inédita na história política do Rio Grande do Sul: a de primeiro governador a assumir publicamente que é homossexual. A revelação foi feita durante entrevista em programa de televisão em julho do ano passado.

Revezes
Desde o pleito presidencial de 2018, os tucanos têm acumulado uma série de revezes. O PSDB costumava polarizar as eleições nacionais com o PT desde 1994, mas perdeu lugar para o bolsonarismo.
Na disputa de 2022, a sigla deixou de eleger o governador de São Paulo pela primeira vez em 28 anos. Também ficou com uma bancada diminuta na Câmara dos Deputados, com apenas 13 parlamentares.
Além disso, a partir de janeiro serão apenas três governadores ligados ao partido: Eduardo Leite, Raquel Lyra (Pernambuco) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul).

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No Ar: Programa Domingão Da Caiçara