Domingo, 03 de maio de 2026

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Voltar Flávio Bolsonaro vai a culto do pastor Silas Malafaia para reconciliação após atritos no início do ano

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou neste domingo (3) de um culto na igreja do pastor Silas Malafaia, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O encontro marca a reaproximação entre os dois após atritos acumulados no início do ano, quando o pastor se manifestou contrário à indicação de Flávio como sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante o culto, Malafaia chamou Flávio, o presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado federal e pré-candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos) ao púlpito e comandou uma oração coletiva por eles, que também foi marcada por alfinetadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

“Nós queremos pedir a bênção para que haja paz nessa nação. Lembra do caos econômico e social. Deu um estancado nessa nação, afasta esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo o narcotráfico, o crime organizado e todo tipo de praga do inferno. Nós declaramos a bênção, a vitória, em nome de Jesus”, disse. Em outro momento, Malafaia voltou a criticar programas do governo, como o Bolsa Família e o Gás do Povo.

“Nenhuma nação ao redor do mundo prosperou onde a população viveu de favor do governo, nenhuma. Favor de governo é para ajudar a linha da pobreza, e não para comprar voto. Como esse país vai prosperar onde os beneficiários do governo são mais do que as pessoas que produzem”. disse. “Esses caras estão governando há não sei quantos anos e têm 53 milhões de pessoas com Bolsa Família. Então piorou, gente. É compra de voto na maior cara de pau”.

O filho do ex-presidente foi o único a comparecer junto da mulher, Fernanda Bolsonaro, que tem ganhado espaço na pré-campanha do marido, com menções em discursos e aparições nas redes sociais.

No início do ano, Malafaia havia demonstrado preferência por uma chapa presidencial formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na liderança, e pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) na vice. O ex-presidente, no entanto, anunciou Flávio na frente como presidenciável, deslocando Tarcísio para disputar a reeleição em São Paulo e prevendo Michelle como candidata ao Senado no Distrito Federal (DF). Depois do anúncio, Malafaia chegou a dizer que Flávio “não empolgou a direita”.

Depois do mal-estar, eles voltaram a se encontrar em uma manifestação na Avenida Paulista no início do ano. No encontro de hoje, no entanto, é esperada uma sinalização de apoio do pastor a Flávio.

“É um amigo nosso, estou vindo aqui prestigiar o culto dele (de Malafaia) para que ele possa fazer uma oração por nós que estamos aqui, pelo nosso Brasil”, disse Flávio, antes do início do culto.

Na abertura do culto, Malafaia criticou a recente abertura de inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal, sob a acusação de “promover discurso ofensivo à dignidade e ao decoro dos generais de quatro estrelas que integram o Alto Comando do Exército”.

A representação foi feita pelo comandante do Exército, o general Tomás Ribeiro Paiva, após um discurso do pastor durante uma manifestação na Paulista no ano passado. Malafaia classificou os generais quatro estrelas como “cambada de frouxos e de covardes”.

“Eu não odeio o Alexandre de Moraes, eu o critico duramente. Faço isso nesses últimos cinco anos, com mais de 50 vídeos e em todas as manifestações, mostrando os crimes absurdos desse ministro. E, por causa disso, ele quer me calar e me intimidar a qualquer custo”, disse. “Se o senhor Alexandre de Moraes e outros não se arrependerem, virá Justiça e juízo sobre eles, em nome de Jesus. Amém”.

Antes do início do culto, Flávio Bolsonaro foi recepcionado por Silas Malafaia em uma sala de café da manhã. Também participaram do encontro Cláudio Castro e Douglas Ruas. Além deles, estavam presentes Marcelo Crivella (Republicanos), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e o vereador do Rio de Janeiro Alexandre Isquierdo (PL), que presenteou o senador com uma camisa do Vasco, três dias depois de seu aniversário.

Bonetti (PL-RJ) chegou ao local em uma caminhonete estampada com a bandeira do Brasil e os dizeres “patrocinado pelo Banco Master”. O parlamentar disse que a relação entre Flávio e Malafaia estava em bons termos. “O pastor não traria ninguém para dentro da igreja se não estivesse pacificado”, disse o senador. As informações são do jornal O Globo.

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