Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 5 de dezembro de 2022
O presidente Jair Bolsonaro confirmou na noite de sexta-feira (02), em dialogo reservado com amigos próximos, que não há nenhuma possibilidade de passar a faixa presidencial para Lula, “caso ele venha a ser empossado”. Sobre isso – a participação na passagem da faixa -, o presidente da República é taxativo: “Está 100% decidido”. Bolsonaro relembra o mantra que repetiu durante a campanha: “Serão respeitados os resultados das urnas desde que as eleições sejam limpas e transparentes.” Já, o vice-presidente da Republica e senador eleito pelo Rio Grande do Sul, general Hamilton Mourão, também já declarou que não passará a faixa, afirmando em entrevista recente ao Valor Econômico, que “passagem de faixa é do presidente que sai para o presidente que entra.[…] Eu não sou o presidente. Eu não posso botar aquela faixa, tirar e entregar”.
Presidente João Figueiredo não passou a faixa a Sarney em 1985
Na história do Brasil, o último presidente a se recusar a comparecer à posse do sucessor foi o general João Batista Figueiredo, ao fim do período de governos militares, em 1985. Figueiredo governou o país entre 1979 e 1985. Ele seria substituído por Tancredo Neves, escolhido de forma indireta pelo Congresso Nacional, com a missão de dar início à redemocratização do Brasil, após 21 anos de governos militares. Porém, o presidente eleito foi hospitalizado em 14 de março de 1985, na véspera da cerimônia de posse, com um quadro de diverticulite — doença inflamatória no intestino grosso. Ele morreu pouco mais de um mês depois, em 21 de abril. Com isso, o vice eleito, José Sarney, participou da cerimônia de posse e assumiu o comando do país. Figueiredo, porém, se recusou a participar da solenidade e entregar a faixa presidencial.
O Fisching expedition torna prefeitos “culpados, até prova em contrário”
O afastamento por prazos longos de prefeitos com base em suspeitas, invertendo uma lógica do “inocente,até prova em contrário”, vem se tornando uma prática que compromete o processo de eleição e ignora o princípio constitucional da presunção de inocência. No caso do Rio Grande do Sul, Jairo Jorge, suspeito do cometimento de irregularidades, prefeito de Canoas, uma das maiores cidades do País, está afastado do cargo por uma decisão que se encaminha para um ano, baseada em interminável investigação, sem julgamento ou sentença transitada em julgado, que tramita na 4a. Camara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. Na mesma toada, o prefeito de Itaara, padre Silvio Weber, afastado do cargo no último dia 17 de novembro, vê sua vice-prefeita afastar todo o primeiro escalão e cargos de confiança, desmantelando o governo, como se eleita fosse. A imagem pública de ambos é a de culpados, embora sejam apenas investigados. A demora da instrução utiliza o conceito de Fishing expedition, o “jogar de uma rede” em busca de achar algo pra “por à mesa”, elementos capazes de atribuir responsabilidade penal a alguém.
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