Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 24 de junho de 2026
O Rio Grande do Sul apresentou uma taxa de desocupação de 4% no primeiro trimestre deste ano, número estável em relação aos três meses anteriores, mas 1,3 ponto percentual menor do que o registrado de janeiro a março de 2025.
Essa redução significa 77 mil pessoas desocupadas a menos. Na mesma comparação, o rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores cresceu 5,5%, chegando a R$ 4.127.
Os dados integram o Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. A publicação utiliza informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Na comparação com as demais unidades da Federação, o Rio Grande do Sul apresentou a sétima menor taxa de desocupação do País. O nível de ocupação ficou em 62,9%, com 5,895 milhões de pessoas ocupadas, mantendo o Estado na sexta posição nacional. A taxa de participação na força de trabalho foi de 65,6%, o sétimo maior patamar entre os Estados.
Renda e ocupação
A taxa de informalidade ficou em 30,2%, sem variação relevante na margem e na comparação interanual. Com esse resultado, o RS manteve a quinta menor taxa de informalidade do País. O contingente de trabalhadores informais foi estimado em 1,783 milhão de pessoas.
A taxa combinada de desocupação e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 6,5%. O indicador permaneceu estável diante do quarto trimestre de 2025 e caiu 1,8 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Com isso, o Estado passou a ter o sétimo menor nível desse indicador entre as unidades da Federação.
A massa de rendimento mensal real habitual chegou a R$ 23,9 bilhões, alta interanual de 6,1%.
Emprego formal
No mercado formal, o RS registrou saldo positivo de 16,7 mil vínculos com carteira assinada entre abril de 2025 e o mesmo mês de 2026. O resultado representa crescimento de 0,6% no estoque de empregos formais, abaixo da média nacional, que foi de 2,3% no mesmo período, colocando o Estado em último entre as unidades da Federação.
O setor de serviços respondeu pela maior contribuição positiva, com 22,6 mil vínculos adicionais e crescimento de 1,9%. A agropecuária também teve saldo positivo, com 2 mil postos. Comércio e construção ficaram próximos da estabilidade, enquanto a indústria registrou perda de 7,6 mil vínculos formais, com recuo de 1%.
Entre as atividades econômicas, a indústria de alimentos teve o maior saldo positivo, com 5,1 mil postos adicionais. Também se destacaram os serviços de escritório e apoio administrativo, com 4,4 mil vínculos, e as atividades de atenção à saúde humana, com 3,5 mil. As maiores perdas ocorreram na indústria coureiro-calçadista, com redução de 5,9 mil vínculos; em obras de infraestrutura, com menos 2,2 mil; na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com menos 2,1 mil; e na fabricação de máquinas e equipamentos, com menos 1,7 mil.
O perfil dos vínculos formais criados no período mostra concentração entre mulheres e trabalhadores jovens. Das 16,7 mil vagas geradas no Estado, 16 mil foram ocupadas por mulheres, o equivalente a 96,2% do saldo. Trabalhadores com até 24 anos tiveram saldo positivo de 61,5 mil vínculos, resultado superior ao saldo total porque houve retração nas faixas etárias mais elevadas.
Na análise por escolaridade, o saldo positivo concentrou-se nos trabalhadores com Ensino Médio completo, com 16,4 mil vínculos adicionais. Houve retração entre trabalhadores com Ensino Fundamental incompleto, Ensino Fundamental completo, Ensino Superior incompleto e Ensino Superior completo.
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