Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 10 de setembro de 2026
A Polícia Federal cumpriu, nessa quinta-feira (10), 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas e empresas ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A operação, denominada “Make Up”, investiga possíveis irregularidades na destinação de recursos provenientes de emendas parlamentares e tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa.
De acordo com informações da investigação, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em recursos provenientes de uma emenda parlamentar de Mario Frias para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização não governamental ligada à produtora de Karina Gama. Frias, que atua como produtor executivo do filme e foi secretário de Cultura durante o governo Bolsonaro, negou irregularidades em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), em maio. Na ocasião, afirmou que os recursos tiveram finalidade social.
No fim da manhã desta quinta-feira, o ministro Flávio Dino retirou o sigilo da decisão que autorizou a operação. Ao todo, segundo a decisão, são 53 alvos, entre 29 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas. Além de Mario Frias e Karina Gama, estão entre os investigados Raphael Augusto Azevedo, que foi assessor e chefe de gabinete do deputado; Ademar de Sena Sampaio, sócio de Karina Gama na empresa Upcon Serviços Especializados; e André Feldman, proprietário da Complexsys Soluções Integradas, empresa apontada como ligada ao ICB.
Também aparecem entre os alvos Débora Gomes Feldman, proprietária da Fastfuture Tecnologias Emergentes; William Silva Ferreira, CEO da Ultra IP Tecnologia e Serviços; Alex Leandro Bispo dos Santos, sócio da Urban Connect Serviços e Tecnologia; e Dayvid Moreira Medeiros, proprietário da Editora Dinâmica. Segundo a investigação, a editora é suspeita de ter sido utilizada como empresa intermediária para receber recursos do ICB, que teriam origem em emenda parlamentar.
A relação de alvos inclui ainda Daywson Moreira Medeiros, da MEcla Soluções Educacionais; Georgia Helena Medeiros Lira, sócia da Medeiros & Medeiros; Heric Fabiano Dias, sócio da Editora Dinâmica; Luiza Tessari Rocha Dias, sócia-administradora da 2N Construtora e Incorporadora e da Corredor Park 1 SPE; e Pamella Cristiane Dias, fundadora do Instituto Super Poder Educacional, que teria recebido recursos provenientes do ICB.
Também são citados Ana Patrícia Aguiar dos Santos, proprietária da Cometa Livraria; Francelino Aparecido Barreto Pereira, dono da Garden Comércio de Artigos; Fábio Lago Meirelles, advogado de Mario Frias e proprietário do escritório contratado pelo ICB; Diego Aguilera Martinez, sócio-fundador da Aguilera Martinez Sociedade de Advocacia; Catia Regina Peinado, sócia da Figueiredo Contabilidade; e Kayo Henrique Azevedo, advogado e presidente municipal do Partido Liberal em Pirassununga.
A operação também alcançou Rudyge Alex Scatolini Boldrini, proprietário de uma empresa de ensino de arte e cultura registrada em Pirassununga; Wemerson Marinho da Gama, ex-marido de Karina Gama e presidente do Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável (IBEDIS), que já ocupou a vice-presidência do ICB; Marcello Machado, publicitário e vice-presidente da Academia Nacional de Cultura (ANC); e Vanderlei Magalhães Natividade, empresário do setor de instalação e manutenção elétrica.
Completam a relação divulgada pela decisão Bruno Cassimiro da Silva, Anna Karolina de Oliveira Silva, Luiz Claudio Faria Velloso, secretário parlamentar do gabinete de Mario Frias, e André Velloso Belleza Cortes, também secretário parlamentar no gabinete do deputado.
A investigação busca esclarecer a destinação dos recursos e eventuais irregularidades relacionadas à utilização de emendas parlamentares. Até o momento, as suspeitas apresentadas no âmbito da operação são objeto de apuração, e a inclusão dos nomes entre os alvos não representa, por si só, comprovação de responsabilidade ou de prática de irregularidades. (Com informações da CNN Brasil)
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