Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 12 de outubro de 2026
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que gostaria de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado. A parlamentar disse que já conversou com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros senadores sobre a possibilidade de assumir o comando do Legislativo a partir da próxima legislatura, em 2027.
Tereza Cristina está na metade de seu mandato de oito anos e ainda não decidiu se pretende concorrer à reeleição. Segundo ela, a presidência do Senado seria uma oportunidade de deixar um legado para as mulheres na política brasileira.
“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado, mesmo porque eu tenho comigo que esse talvez seja o meu único mandato no Senado, eu não sei se eu quero disputar outro, e eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, afirmou.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (12), durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews. Em publicação no blog da jornalista Andréia Sadi, no G1, a senadora também relatou que já manifestou a Alcolumbre o interesse em sucedê-lo, mas ponderou que as articulações ainda dependem do cenário político e da composição do Senado a partir de 2027.
Tereza Cristina afirmou que a sucessão na presidência da Casa exigirá diálogo com os parlamentares e que ainda é cedo para definir os próximos passos. Ela reconheceu que o processo dependerá das negociações entre as diferentes correntes políticas e das condições que estarão colocadas no início da próxima legislatura.
A senadora também mencionou o senador Rogério Marinho (PL-RN), que tem interesse em disputar o comando do Senado. Por seu posicionamento político, Tereza Cristina afirmou ter maior alinhamento com o parlamentar. A definição, no entanto, dependerá das conversas entre os partidos e os integrantes da Casa.
Escala 6×1
Durante a entrevista, a senadora também comentou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A matéria está em discussão no Senado e tem votação prevista para quarta-feira (14).
Tereza Cristina defendeu mudanças no texto e criticou a rapidez da tramitação. Na avaliação da parlamentar, a proposta precisa de mais tempo de discussão para que sejam examinados seus possíveis efeitos sobre diferentes setores da economia e as categorias profissionais que trabalham em regimes específicos.
A senadora afirmou que pretende discutir com integrantes da oposição a apresentação de emendas para alterar a proposta. Embora a redução da jornada seja um tema em debate no Congresso, ela considera necessário avaliar os impactos das mudanças antes da votação.
A PEC prevê alterações na organização da jornada semanal de trabalho e na distribuição dos dias de descanso. O tema divide opiniões sobre a forma de implementação, os efeitos para trabalhadores e os custos para as empresas.
A votação ocorre em meio às articulações políticas que antecedem o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A oposição tentou adiar a análise da proposta para depois da disputa, mas o presidente do Senado manteve o calendário de discussão.
A sucessão de Alcolumbre e a tramitação da PEC devem integrar as negociações entre os senadores nas próximas semanas. Tereza Cristina, por sua vez, afirmou que pretende manter o diálogo com os colegas antes de definir como atuará na disputa pela presidência da Casa.
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