Sábado, 29 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 14 de julho de 2026
O PT vai orientar os evangélicos filiados ao partido a entrar de cabeça na campanha pela reeleição de Lula. O objetivo é tentar reduzir a vantagem que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem sobre o presidente neste segmento do eleitorado. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada no mês passado, o parlamentar teria hoje 41% dos votos dos evangélicos, enquanto o petista é preferido por apenas 26%.
Essa investida faz parte de uma ampla estratégia traçada pelos petistas com o objetivo de explorar as fissuras, enfraquecer o principal adversário de Lula nas eleições de 2026 e minar a hegemonia que o filho de Bolsonaro tem entre os quase 50 milhões de evangélicos.
Atualmente, o PT conta com aproximadamente 1,6 milhão de filiados, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 500 mil se apresentam como evangélicos o que corresponde a pouco mais de 29% de toda a sua militância.
Esse núcleo vai ser estimulado a intensificar a campanha em favor de Lula diretamente na base, ou seja, dentro das igrejas. A expectativa é que os petistas evangélicos ajudem a turbinar as atividades, promovam encontros, debatam políticas públicas e detalhem programas e realizações do governo Lula.
O partido também planeja pedir um esforço extra dos vereadores da sigla para a campanha deste ano. O PT tem hoje 3 mil vereadores espalhados pelo País, sendo que 16% deles (480) se declaram evangélicos.
A PT também quer explorar ao máximo junto ao eleitorado religioso a crise que atinge a campanha de Flávio Bolsonaro desde a notícia sobre o suposto envolvimento do parlamentar com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e pivô do maior escândalo financeiro da história.
A imagem do filho de Jair Bolsonaro sofreu um segundo desgaste quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu publicar um vídeo no qual expôs que o enteado a teria maltratado, humilhado e desrespeitado durante uma ligação telefônica. Vale lembrar que Michelle é uma figura respeitada e admirada entre os evangélicos, a ponto de ter se transformado em uma espécie de trunfo da oposição para conquistar os votos desse segmento do eleitorado.
As primeiras investidas surtiram efeito. Em maio, o senador registrava 49% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos. No mês seguinte, porém, esse percentual caiu para 41%, indicando uma redução no apoio dentro desse grupo. (Com informações do portal da revista Veja)
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