Sexta-feira, 08 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 8 de maio de 2026
A produção industrial brasileira registrou crescimento pelo terceiro mês consecutivo ao apresentar variação positiva de 0,1% na passagem de fevereiro para março. Nos três primeiros meses deste ano, o setor acumula expansão de 3,1%, de acordo com a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A produção industrial se encontra 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Em relação a março de 2025, a indústria cresceu 4,3%. O índice acumulado no ano, na comparação com o mesmo período de 2025, assinalou avanço de 1,3%. A taxa anualizada, indicador que considera os últimos 12 meses, aumentou 0,4%.
Na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram avanço na produção.
“Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período, e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, destacou o gerente da PIM, André Macedo.
Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%).
Por outro lado, entre as 16 atividades que apresentaram recuo na produção em março ante fevereiro, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria.
Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%). Os dados foram divulgados pelo IBGE na quinta-feira (7).
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