Terça-feira, 16 de junho de 2026

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Voltar Presídio federal, Papudinha ou carceragem da Polícia Federal: o impasse do ministro André Mendonça sobre onde Vorcaro ficará preso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve decidir nos próximos dias onde o banqueiro Daniel Vorcaro cumprirá prisão preventiva. Atualmente custodiado na carceragem da Polícia Federal, em Brasília, o empresário está no centro de uma disputa envolvendo investigadores, procuradores e sua defesa sobre qual seria o local mais adequado para sua permanência enquanto prosseguem as investigações da Operação Compliance Zero.

A discussão ganhou força após a Polícia Federal defender a transferência de Vorcaro para uma unidade prisional comum. Segundo os investigadores, a manutenção do banqueiro na estrutura da PF tinha como justificativa principal a negociação de um acordo de colaboração premiada. Como a primeira proposta de delação foi rejeitada e a segunda ainda aguarda análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), a corporação entende que não haveria mais motivo para mantê-lo em condições diferenciadas.

Entre as possibilidades avaliadas está a transferência para a chamada Papudinha, instalação localizada no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. A unidade costuma receber presos que, por razões de segurança ou função exercida anteriormente, não são encaminhados diretamente ao sistema prisional comum. Em casos recentes ligados à mesma investigação, Mendonça autorizou a ida de outros investigados para o local durante negociações de delação premiada.

Outra hipótese é o retorno de Vorcaro a um presídio federal de segurança máxima, alternativa considerada mais rigorosa e que chegou a ser adotada anteriormente durante a apuração do caso. Já a defesa do banqueiro tenta mantê-lo na estrutura da Polícia Federal, argumentando que a colaboração com as autoridades ainda está em andamento e que a permanência em Brasília facilitaria o contato com advogados e eventuais tratativas com investigadores.

Vorcaro foi preso em março por determinação de Mendonça após a PF apontar suspeitas de utilização de uma estrutura criminosa para intimidar adversários e realizar invasões de sistemas eletrônicos. O empresário nega as acusações. Desde então, passou por diferentes regimes de custódia, incluindo cela especial e sala de estado-maior na Superintendência da PF.

A decisão do ministro dependerá, em grande parte, da manifestação da PGR sobre a nova proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro. Caso os procuradores indiquem possibilidade de avanço nas negociações, a permanência na PF ganha força. Se a avaliação for negativa, a tendência é que Mendonça determine a transferência para uma unidade prisional.

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