Terça-feira, 13 de outubro de 2026

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Voltar Presidenciável Renan Santos avalia que ação sobre o filme de Bolsonaro pode ajudar Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral

O candidato à Presidência da República Renan Santos afirmou nessa quinta-feira (10) que a operação da Polícia Federal (PF) que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares pode acabar beneficiando o também candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL).

A PF, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nessa quinta a Operação Make Up.

A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, que teriam sido destinados, por meio de organizações da sociedade civil, a estruturas relacionadas à produção de “Dark Horse”, documentário sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos principais alvos da operação é o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do filme, e aliado de Flávio.

Na avaliação de Renan Santos, porém, o impacto político da investigação pode ser limitado, porque, segundo ele, o eleitorado não estaria dando grande importância às denúncias de corrupção.

“Tem (impacto para) Flávio crescer. Imagino que sim, ele vai crescer por estar aparecendo mais. Está bem claro que o eleitor não liga para a corrupção. Então, o impacto que você tem nessas coisas é diminuto”, afirmou.

Sobre a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF), Renan Santos também avaliou que o episódio tem pouco impacto sobre o eleitorado.

“Ninguém está dando a mínima para a crise do STF”, disse.

Operação

A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos de parlamentares que apontaram falta de transparência e possível desvio de finalidade na aplicação dos recursos.

— Principais alvos e apreensões

* Mario Frias (PL-SP) – o deputado federal teve o celular e sete armas apreendidos pela Polícia Federal. Ele é investigado por um suposto esquema envolvendo o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares de sua autoria.

* Karina Ferreira da Gama – empresária e proprietária da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse. Ela também é ligada a duas organizações que receberam recursos públicos investigados: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

* Marcello de Oliveira Lopes – ex-marqueteiro do senador Flávio Bolsonaro, também é investigado por supostos repasses financeiros relacionados à produtora responsável pelo filme.

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. (Com informações da colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles)

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