Domingo, 05 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 1 de abril de 2026
Mais de três anos e R$ 18,7 milhões após o início dos trabalhos, Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi) de Porto Alegre concluiu a recuperação estrutural e estética do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros (Centro Histórico). O projeto contemplou melhorias nas instalações elétrica, hidrossanitária e pluvial, impermeabilização de paredes e escadarias, recuperação de revestimentos e tratamento antipichação.
Também foram restaurados elementos originais, como escadas, soleiras, calçadas, postes de iluminação, ladrilhos e esquadrias de ferro e madeira, bem como as áreas internas das 31 lojas ao longo da extensão do viaduto. Outros beneficiamentos são o novo paisagismo, acessibilidade ampliada e iluminação cênica com sistema LED.
Com duas calçadas contínuas – cada qual passando sob duas escadarias – entre as ruas Fernando Machado e Jerônimo Coelho, o viaduto tem ainda um segmento superior que coincide com curto trecho da Duque de Caxias. No meio do caminho há dois acessos verticais, com degraus, ligando a parte de baixo à de cima.
Estes últimos estavam interditados há vários anos, mas agora voltam a ser utilizáveis pela população. Para isso, receberam estruturas de alumínio, fechamento em vidro e cobertura de policarbonato.
A obra teve início em dezembro de 2022, com prazo inicial de 18 meses. Intercorrências estruturais e os impactos da enchente de 2024 provocaram a prorrogação do cronograma. A empresa responsável, Concrejato, continua a realizar ajustes finais. A garantia dos serviços é de cinco anos, exceto em casos de depredação ou furto.
“A restauração do Viaduto Otávio Rocha integra um conjunto de iniciativas para modernizar o Centro Histórico”, ressalta o titular de Smoi, André Flores. “Trata-se de uma obra de alta complexidade, que exigiu dedicação das equipes pela importância funcional e simbólica para a cidade.”
Histórico
A construção do Viaduto Otávio Rocha começou em 1928, com desapropriações e terraplanagem da área onde hoje está a avenida Borges de Medeiros. O contrato foi firmado, na época, com a companhia alemã Dyckerhoff & Widmann, que concluiu os trabalhos em 1932.
Tombado pelo município em 1988, o viaduto passou por intervenções em 1997 e entre 2000 e 2001. Desde então, enfrentava problemas de degradação que motivaram a prefeitura a deflagrar o plano de restauro.
As lojas serão exploradas por duas empresas porto-alegrenses, definidas por meio de licitação. Ambas estão encarregadas de gerenciar o processo que deve resultar na ocupação desses espaços comerciais por estabelecimentos interessados.
(Marcello Campos)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.