Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 23 de junho de 2026
A Polícia Federal (PF) afirmou que o Banco Digimais adotou práticas semelhantes às do Banco Master ao inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. De acordo com as investigações, em um dos casos verificados, o banco elevou o valor de um ativo adquirido em 2023 por R$ 31 milhões para R$ 230 milhões, o que gerou um patrimônio fictício de R$ 199 milhões.
Em outro episódio, dois ativos que somavam R$ 71 milhões foram reavaliados em seguida em R$ 174,5 milhões, inflando de forma artificial o bem.
A PF ressalta no relatório que o Digimais replicou irregularidades praticadas pelo Banco Master no segmento financeiro, como o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para emitir títulos com “rentabilidade desproporcionais” à praticada no mercado. O FGC funciona como uma garantia a investidores que aportam até R$ 250 mil em instituições financeiras.
“Como será adiante demonstrado, aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do BANCO DIGIMAIS replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”, diz a Polícia Federal.
Dirigentes do Digimais foram alvos de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça federal de São Paulo, nessa terça-feira (23). A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados, que devem responder pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas.
Em nota, o Banco Digimais afirmou que está à disposição das autoridades para dar explicações e colaborar com a Justiça.
“Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, afirmou o banco, no texto.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve origem em relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram indícios de irregularidades na condução dos negócios da instituição. (Com informações do jornal O Globo)
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