Domingo, 18 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 17 de outubro de 2026
A Polícia Federal (PF) apontou a existência de “divergência contábil severa” nos documentos apresentados pela produtora de Dark Horse, cinebiografia acerca do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre os valores enviados para fora do Brasil através do fundo Havengate e que retornaram ao país.
Segundo a PF, saíram do país mais de US$ 12 milhões e foi registrada a entrada no Brasil de US$ 2,8 milhões.
De acordo com as investigações, o dinheiro saiu de uma empresa ligada ao ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro, a Entre Investimentos, e foi para um fundo nos Estados Unidos: o Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
“Torna-se, portanto, indispensável submeter todo o acervo documental e bancário a um rigoroso exame pericial forense para confrontar os aportes internacionais, a contabilidade da produtora brasileira e o lastro das despesas declaradas”.
Umas das linhas de investigação questionam se os valores enviados pela Entre Investimentos ao fundo Havengate foram de fato usados para financiar o filme ou se o filme “serviu como narrativa de cobertura para a ocultação, simulação e desvio de recursos”.
Nesta sexta-feira (16), a Polícia Federal pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogue por 90 dias a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”. A PF investiga os pagamentos feitos pelo ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro e o papel do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme.
Junto com o pedido, a Polícia Federal também entregou documentos para justificar a prorrogação da investigação, entre eles, o que apontam diferenças nos valores que saíram e retornaram ao país para a produção do filme.
Em junho deste ano, a produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, declarou que o longa-metragem custou ao menos R$ 75,1 milhões, segundo documento anexado ao inquérito da Polícia Civil que investiga a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da empresa.
Segundo o documento anexado ao inquérito, R$ 54 milhões desse montante declarado foram gastos no exterior e R$ 20,9 milhões, no Brasil.
Em nota, a defesa da produtora GoUP afirmou que “a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária em apoio a esta iniciativa histórica de minha cliente GO UP”. (Com informações do portal g1)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.