Quinta-feira, 28 de maio de 2026

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Voltar Pensei que ele estivesse tendo um derrame, diz mulher de Joe Biden, sobre desempenho do marido em debate com Trump em 2024

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, afirmou que chegou a acreditar que o então presidente Joe Biden estivesse sofrendo um derrame durante o debate contra Donald Trump, realizado em junho de 2024, episódio que marcou o início do colapso de sua candidatura à reeleição.

Em entrevista concedida à emissora americana CBS News, Jill descreveu o momento como um dos mais assustadores de sua vida política e pessoal. Segundo ela, o desempenho do marido no confronto televisionado surpreendeu até mesmo pessoas próximas ao presidente.

“Fiquei assustada, porque nunca tinha visto o Joe daquele jeito, nem antes nem depois. Nunca”, afirmou. “Enquanto assistia, pensei: ‘Meu Deus, ele está tendo um derrame’. E isso me assustou demais.”

O debate aconteceu em 27 de junho de 2024 e foi considerado um divisor de águas na corrida presidencial dos Estados Unidos. Na ocasião, Biden tinha 81 anos e enfrentava questionamentos crescentes sobre sua capacidade física e cognitiva para disputar um segundo mandato à frente da Casa Branca.

Durante o confronto, o então presidente apresentou voz rouca, atribuída posteriormente a um resfriado, além de dificuldades de raciocínio em alguns momentos. Biden hesitou em respostas, perdeu linhas de argumentação e demonstrou pouca energia ao longo do debate. O desempenho contrastou com o de Trump, que adotou um tom firme e assertivo, mesmo fazendo declarações consideradas falsas ou enganosas por veículos de imprensa e agências de checagem.

A repercussão negativa foi imediata dentro do Partido Democrata. Nos bastidores, lideranças passaram a discutir abertamente a possibilidade de substituição do candidato antes da eleição de novembro. O temor era de que Biden não tivesse condições de enfrentar Trump em uma campanha longa e intensa.

Nas semanas seguintes, Biden tentou conter a crise política. O então presidente participou de entrevistas, realizou reuniões com governadores democratas e negou repetidamente que estivesse sofrendo qualquer declínio cognitivo ou físico. Em pronunciamentos públicos, insistia que permaneceria na disputa e que derrotaria Trump nas urnas.

Apesar disso, a pressão interna aumentou progressivamente. Figuras influentes do Partido Democrata, como o ex-presidente Barack Obama e a ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi, passaram a demonstrar preocupação com a viabilidade eleitoral da candidatura.

No fim de julho, os rumores sobre uma possível desistência ganharam força em Washington. Em 21 de julho de 2024, Biden anunciou oficialmente a retirada de sua candidatura à reeleição. Na mesma ocasião, declarou apoio à então vice-presidente Kamala Harris para assumir a cabeça da chapa democrata.

A candidatura de Harris foi oficializada pelo partido no mês seguinte, mas ela acabou derrotada por Donald Trump na eleição presidencial realizada em novembro daquele ano.

As declarações de Jill Biden reacendem o debate sobre a saúde do ex-presidente e os bastidores da campanha democrata de 2024, considerada uma das mais turbulentas da história recente dos Estados Unidos.

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