Terça-feira, 13 de outubro de 2026

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Voltar Penélope Cruz se emociona ao ter a segunda maior aclamação do Festival de Veneza

Os colegas de elenco Javier Bardem e Penélope Cruz se emocionaram ao serem ovacionados por 15 minutos e meio na estreia de “Bunker” no Festival de Cinema de Veneza, nesta terça-feira (8).

O casal da vida real assistiu à produção ficar muito perto de uma das mais longas ovações com o público em pé da história recente, concedida a “O Quarto ao Lado”, de Pedro Almodóvar — que foi aplaudido por 17 minutos no festival em 2024.

O bunker secreto de sobrevivência de um bilionário do setor de tecnologia inspirou o mais recente filme de Florian Zeller, que estreou no Festival de Cinema de Veneza, trazendo um alerta sobre isolamento, poder e um mundo controlado por uma minoria rica.

Estrelado por Javier Bardem e Penélope Cruz, “Bunker” acompanha um renomado arquiteto que é contratado para projetar um abrigo de luxo no Havaí para um cliente rico convencido de que a sociedade está prestes a entrar em colapso.

À medida que o arquiteto se deixa cada vez mais seduzir pelo projeto, surgem tensões em seu casamento e uma disputa aparentemente insignificante com um vizinho se torna cada vez mais ameaçadora.

Zeller, que ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado por “Meu Pai” em 2021, disse que a ideia surgiu de reportagens que leu sobre um empresário proeminente que estava construindo um refúgio secreto.

“Achei que era um paradoxo fascinante, porque esse homem, que fez fortuna com a ideia de conectar as pessoas, estava trabalhando em um plano B para se isolar do resto do mundo”, afirmou o diretor francês aos repórteres.

Poder nas mãos de uma minoria selecionada
A história evoluiu para uma reflexão mais ampla sobre uma sociedade em que as pessoas se isolam cada vez mais e onde tudo, desde a comida até a amizade, é fornecido por meio de telas.

“Quanto mais eu pensava nisso, mais percebia que todos nós, em algum grau, somos tentados a viver em um bunker”, disse ele. “Não um bunker de verdade, é claro, mas um bunker invisível.”

O filme também serve como uma crítica a um sistema econômico no qual um punhado de pessoas exerce enorme influência, declarou Zeller. “Pouquíssimas pessoas são donas de quase tudo. Elas são donas da nossa privacidade, dos nossos endereços de e-mail, das plataformas nas quais nos comunicamos. E essa é uma questão real que precisamos questionar.”

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