Quinta-feira, 21 de maio de 2026

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Voltar “Não me venha com papo de compensação”, afirma o ministro do Trabalho sobre a escala 6×1

O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, criticou a oposição nesta quinta-feira (21) por pedir a compensação para as empresas em meio a discussão sobre a redução da jornada de trabalho dos brasileiros. A declaração ocorreu durante o debate da comissão especial sobre a escala 6×1, que acontece em Belo Horizonte.

“O trabalhador e trabalhadora quando está satisfeito, produz mais. Não me venha com papo de compensação, porque a compensação está nos dados que eu tô falando, na diminuição de falta e na maior produtividade”, disse Marinho.

Representantes de setores do trabalho têm dito que o impacto econômico decorrente da redução de trabalho será de R$ 160 bilhões para os empresários e pedem uma amortização desse custo. O governo se mostra contra a compensação e argumenta que outras conquistas para os trabalhadores ao longo da história não tiveram ajuda estatal, como a aprovação da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e a redução da jornada em 1988.

O ministro pediu ainda “sensibilidade de todo o parlamento” para aprovar o relatório da PEC do fim da 6×1, que será apresentado na segunda-feira (25) pelo relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA). A votação, em plenário, deve ocorrer na quarta ou na quinta-feira da próxima semana.

“O presidente da comissão tá comprometido, o presidente Hugo Motta tem sinalizado que apoia, que quer acabar com a escala 6×1, mas nós precisamos que o conjunto de deputados e deputadas aprove de 308 votos a PEC”, declarou.

“Compensação é inadequada”

Leo Prates, também presente no debate sobre a escala 6×1 em Minas Gerais, afirmou que a compensação “remete a uma cultura escravocrata”.

“Muitas pessoas falam em compensação. Se muitos falam que os empresários têm que ser compensados, eles estão dizendo que a hora do trabalhador é deles. Isso remete a uma cultura escravocrata”, afirmou. “Essa palavra compensação, o erro começa daí. Nós temos que mitigar os efeitos econômicos, mas essa palavra me parece completamente inadequada.”

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