Terça-feira, 23 de junho de 2026

Terça-feira, 23 de junho de 2026

Voltar Na abertura da colheita da soja, vice-governador defende irrigação e solução para dívidas dos produtores

O vice-governador Gabriel Souza participou da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul, na sexta-feira (20), no município de Tupanciretã, Região Central do Estado. O ato simbólico foi realizado na Fazenda Pedras Brancas, localidade de Lajeado do Celso. O titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, acompanhou a agenda.

A soja é uma das principais culturas do Rio Grande do Sul, produzida em 435 municípios. Segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, espera-se uma produção de 19 milhões de toneladas nesta safra, com uma produtividade média de 2.871 kg/ha. Embora o volume seja 39% maior do que as 13,6 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25, representa uma redução de 11,3% em comparação com as 21,4 milhões de toneladas projetadas antes do plantio da safra.

Conforme a Emater/RS-Ascar, além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, a dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade e problemas de acesso ao crédito contribuíram para a diminuição da produção.

Gabriel defendeu a aprovação do projeto de lei 5122/2023, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional e trata da securitização das dívidas. Para o vice-governador, é uma medida fundamental de apoio aos produtores gaúchos. “É do interesse do Brasil que o Rio Grande do Sul continue produzindo. Não faz sentido um dos principais polos do agronegócio nacional ficar sem condições de plantar por conta do endividamento provocado por sucessivas estiagens”, argumentou. “O que defendemos é uma solução estruturante, que permita ao produtor se recuperar e seguir produzindo, porque quando a safra cai aqui, o PIB do Estado e o crescimento do país sentem imediatamente.”

Gabriel ponderou ainda que, além de resolver o passado, é preciso olhar para frente e se preparar para as novas estiagens que virão. “O Estado já criou o Programa Irriga+RS para investir em irrigação, mas precisamos dar um salto na ampliação da área irrigada, no manejo do solo e na gestão da água. Por isso, apresentamos ao governo Federal a proposta de prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para que esses recursos sejam direcionados à irrigação”, destacou. “A meta é multiplicar por cinco a área contemplada no Rio Grande do Sul, garantindo maior resiliência às lavouras diante das adversidades climáticas.”

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