Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Voltar Ministro Nunes Marques se declara impedido de votar e deixa sessão no Supremo

O ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido de votar na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) dessa terça-feira (15) que analisa a conduta do ministro Alexandre de Moraes após a revelação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro direcionadas a ele.

Após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, apresentar o seu relatório, o ministro Nunes Marques disse que não se sentia confortável em participar o julgamento na posição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“No entanto, eu entendo que eu tenho uma missão, e que para mim eu entendo que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026. O TSE tem se mantido equidistante de todos que rondam o processo eleitoral. Eu não tenho dúvida, e os debates vão influir, que esse julgamento pode impactar o processo eleitoral. Então não me sinto confortável de participar desse julgamento. Eu me declaro impedido”, afirmou o ministro.

Depois de declarar-se impedido, o ministro Nunes Marques deixou a sessão.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta terça-feira (15), em sessão extraordinária, para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, e ao ministro Alexandre de Moraes. Os ministros vão discutir se os elementos reunidos no relatório justificam a abertura de uma investigação contra o magistrado.

Diálogos Vorcaro

Os nomes de Nunes Marques e de seu filho apareceram em diálogos extraídos do celular de Vorcaro.

Em uma das mensagens, o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, responde a uma mensagem de Vorcaro com dados de Kevin Marques e a menção ao valor de R$ 500 mil por mês.

Os pagamentos, de acordo com os diálogos, seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.

Na sessão desta terça, Nunes Marques falou sobre as mensagens, negou qualquer irregularidade.

“Em relação a mensagens que circulam de ontem, de hoje e que sempre vão rondar autoridades no Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco. Isso é fato porque o sigilo bancário já foi quebrado. Não adianta se especular de outra forma porque o sigilo já foi quebrado, contra fatos não existem argumentos. Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção. E a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi”, afirmou o ministro.

Em nota, a defesa de Kevin Marques disse que ele não prestou serviço ao Banco Master nem recebeu dinheiro e Vorcaro.

“Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”, diz o posicionamento. Com informações do portal G1.

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