Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 4 de setembro de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino recorreu às redes sociais, nessa sexta-feira (4), para comentar sobre a crise da Corte em meio ao embate público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O magistrado saiu em defesa da instituição e declarou que o STF é “maior do que qualquer um que o integra”.
Na postagem, Dino afirmou que enfrentou diversas crises enquanto governador do Maranhão e ministro da Justiça, mas que encontrou solução no diálogo.
“Em 37 anos de serviço público, nos três Poderes da República, já vi muitas crises, umas profundas (como a pandemia da covid), outras menos densas. Independentemente do tamanho, as saídas para as crises dependem de alguns elementos”, disse.
Moraes se tornou o epicentro do conflito depois que um relatório da Polícia Federal mapeou trocas de mensagens e registrou ao menos seis encontros entre o magistrado e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, colocando as relações entre os dois no centro das discussões envolvendo a Corte.
Relator do processo, Mendonça foi o responsável por derrubar o sigilo do documento e também pediu que o caso fosse analisado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. A partir de então, a situação se agravou e os dois integrantes da Corte passaram a trocar acusações sobre a condução do caso.
Na quinta-feira (3), Moraes escalou a crise com seu colega de toga ao usar o Inquérito das Fake News para acusar Mendonça de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Movimentos extremistas
Flávio Dino ressaltou que os momentos de crise favorecem movimentos extremistas.
“Um país sem instituições jurídicas sólidas é o sonho dos criminosos e abusadores de todos os feitios. E dos equivocados que se acham tão fortes que não precisam do Estado Nacional”, disse.
Segundo o magistrado, o Supremo é “maior do que qualquer um que o integra”.
“O STF é maior do que qualquer um que o integra, por isso a lealdade institucional exige enfrentar os problemas reais, com o devido processo legal e no tempo certo. Ética da convicção e ética da responsabilidade”, concluiu. (Com informações da colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles)
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