Quinta-feira, 02 de julho de 2026

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Voltar Ministro da Fazenda diz que o governo federal começa a retirar subsídio à gasolina na próxima semana

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (2) que o subsídio à gasolina começa a ser retirado na próxima semana. A ideia, afirmou, é fazer um corte gradual do benefício, que é de R$ 0,44 por litro.

Na terça-feira (30), o governo retirou um dos subsídios dados ao óleo diesel, de R$ 0,35 por litro. Logo em seguida, a Petrobras anunciou redução no preço do produto em valor equivalente, anulando qualquer repasse ao consumidor final.

“Da mesma forma como a gente teve prontidão para erguer as proteções, dizendo: o Brasil não vai ser sócio da guerra”, afirmou o ministro, “quando o preço do petróleo diminui, ainda que com incerteza, nós temos que ir revertendo os benefícios ou as subvenções.”

Durigan não quis informar quanto do subsídio será cortado na próxima semana, mas deixou claro que será apenas uma parcela. “A ideia é retirar totalmente no tempo, com cuidado, já que tem uma incerteza: o preço não voltou totalmente ao valor pré-guerra. Mas certamente esse é o objetivo, é ir retirando para até nos próximos meses tirar todo o subsídio que haja a combustível no país”, disse.

A gasolina foi o último combustível a receber subsídio após o início da guerra no Irã. Logo após o anúncio do benefício, a Petrobras aumentou o preço do combustível em valor quase equivalente, como em outras operações casadas com o governo para evitar impactos nas bombas.

Nesta quarta-feira (1), a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que ainda é cedo para falar sobre corte no preço da gasolina para acompanhar a cotação internacional do petróleo.

“Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais sem internacionalizar a volatilidade, sem internacionalizar a ansiedade, né. Então no caso da gasolina é a mesma coisa”, disse. “Ela custou para subir, né?”. Além dos R$ 0,44 por litro da gasolina o governo ainda mantém uma subvenção ao óleo diesel, de R$ 1,12 por dia.

Até o fim de junho, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) havia autorizado o pagamento de cerca de R$ 2,2 bilhões em subvenção ao diesel. O valor, porém, ainda não corresponde ao total devido, já que há parcelas em atraso.

Segundo a agência, foram pagos R$ 2,13 bilhões da primeira subvenção, de R$ 0,32 por litro, e R$ 50 milhões da subvenção de R$ 0,80 por litro ao diesel importado. A primeira foi criada em abril e tem orçamento de R$ 10 bilhões e a segunda, criada em maio com R$ 550 milhões de orçamento.

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