Terça-feira, 05 de maio de 2026

Terça-feira, 05 de maio de 2026

Voltar Ministério Público pede à Brigada Militar o aprofundamento de investigação interna sobre morte de agricultor durante ação policial

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pediu à Brigada Militar (BM) o aprofundamento da investigação interna sobre incidente envolvendo a morte de um agricultor durante ação policial na zona rural de Pelotas (Região Sul) na madrugada de 15 de janeiro. O motivo são indícios de abuso de autoridade e tortura psicológica contra a esposa da vítima.

Conforme a promotora Anelise Haertel Grehs, da 2ª Promotoria de Justiça Militar do MPRS, novas diligências são necessárias antes de um eventual oferecimento de denúncia, tendo como alvo oito integrantes da corporação. O processo tramita em segredo de Justiça e caberá ao Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJMRS) decidir se a solicitação será aceita.

A esposa (também tradada como vítima no processo movido pelo Ministério Público) relatou que os brigadianos cercavam sua propriedade na localidade conhecida como Estrada da Cascata e a família pensou tratar-se de um assalto. Marcos Nörnberg, 48 anos, teria então empunhado uma arma contra o grupo e acabou atingido por diversos tiros, em casa.

Os policiais haviam ingressado no terreno sem mandado judicial. Eles posteriormente alegariam estar em busca de criminosos armados. Para o Comando da comandante da BM houve um “grande equívoco” e cinco envolvidios acabaram afastados das atividades externas.

Em março, a Corregedoria-Geral da corporação concluiu não ter ocorrido crime comum ou militar por parte dos envolvidos, atribuindo o incidente a “falhas de planejamento”. O caso é tratado pelo órgão apenas na esfera disciplinar.

Inquéritos

Em âmbito extramilitar, o caso é apurado também pela Polícia Civil, como homicídio. Após a conclusão, será encaminhado à Promotoria de Justiça de Pelotas, sob responsabilidade do titular Frederico Lang, que ressalta:

“No cumprimento de seu papel constitucional, o Ministério Público do Rio Grande do Sul acompanha com atenção o trabalho investigativo, desde o início”.  As informações são do site mprs.mp.br.

(Marcello Campos)

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