Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 4 de setembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a reclamar de “vazamentos seletivos” em investigações policiais e cobrou o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre uma solução para crise na Corte máxima do país.
As falas do mandatário aconteceram em cerimônia no Palácio do Planalto nessa sexta-feira (4). Fachin e Gonet estavam sentados próximos a Lula no momento. Durante o discurso, o presidente fez referência às expectativas em torno da atuação das instituições e afirmou que cabe às autoridades responsáveis buscar uma saída para o cenário de questionamentos que envolve a Justiça e a divulgação de informações relacionadas a investigações.
“Eu disse para o Fachin: a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República estão sob muita expectativa da sociedade brasileira, porque quando os filhos dentro de casa estão em desordem, quem manda na casa é que resolve. Então, meu caro, está nas suas costas (Edson Fachin) e nas costas do Paulo Gonet a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade, sem tentar esconder absolutamente nada”, declarou.
Na avaliação de Lula, a divulgação de informações relacionadas a investigações deve ocorrer sem que interesses políticos ou econômicos influenciem o processo. O presidente disse ainda que a Justiça precisa impedir a “indústria de fake news e vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos”. Ele também criticou o que chamou de “denuncismo”.
“Se a gente não der uma parada nisso vamos perder a credibilidade que nós queremos que a sociedade tenha na Justiça”, disse.
Ao abordar o funcionamento das instituições, Lula também afirmou “ter certeza” de que o Brasil fará uma discussão sobre a necessidade de fazer uma reforma no Poder Judiciário em 2027. A declaração ocorre em meio ao aumento do tom adotado pelo presidente em sua reação às revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o caso Master.
Lula também defendeu que autoridades e cidadãos estejam submetidos às mesmas regras previstas na legislação e na Constituição. Segundo o presidente, o exercício de uma função pública não deve ser utilizado para obtenção de benefícios pessoais, independentemente do cargo ou da atividade exercida.
“Ninguém pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Isso vale para o presidente, para o catador de material reciclável, para uma médica. Todo mundo deve estar subordinado aos mesmos trâmites da Constituição”, declarou. (Com informações da CNN Brasil)
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