Terça-feira, 13 de outubro de 2026

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Voltar Líder supremo do Irã pede união do mundo islâmico contra Estados Unidos e Israel

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, pediu aos países muçulmanos que se unam contra os Estados Unidos e Israel, em uma mensagem escrita divulgada nesse domingo (30), seis meses após o início da guerra no Oriente Médio.

Mojtaba foi ferido nos ataques aéreos que mataram seu pai, Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva americano-israelense contra o Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, ele não voltou a aparecer em público, e as autoridades não divulgaram imagens nem gravações recentes de sua voz.

“A solução para os problemas da Umma [comunidade muçulmana] está na unidade de discurso, na amizade e na cooperação no caminho do bem”, declarou o aiatolá, em uma mensagem publicada na conta do líder supremo no Telegram por ocasião da Semana da Unidade Islâmica, que celebra o aniversário do profeta Maomé.

“Quem quer que seja, independentemente do cargo que ocupe, se fizer algo que provoque divisão entre os muçulmanos e crie conflitos dentro da comunidade muçulmana, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, terá servido aos objetivos dos inimigos do islã”, acrescentou.

Mojtaba disse ainda que sua “recomendação enfática e reiterada aos governantes dos países islâmicos, especialmente aos países da Ásia Ocidental e do Golfo, é: identifiquem seu verdadeiro inimigo, compreendam o plano dele e enfrentem-no”.

A mensagem questionou se os palestinos teriam sido deixados “tão desamparados” caso os muçulmanos estivessem unidos. Desde a Revolução Islâmica de 1979, as monarquias árabes do Golfo veem a ideologia revolucionária do Irã – incluindo sua retórica antimonárquica e sua influência regional – como uma ameaça a seus sistemas políticos.

Especulações

Segundo fontes do círculo íntimo de Mojtaba ouvidas pela agência Reuters, seu rosto foi desfigurado no ataque aéreo de 28 de fevereiro, e ele sofreu lesões signficativas em ao menos uma das pernas.

A ausência pública de Mojtaba e a ascensão de figuras veteranas da Guarda Revolucionária Iraniana a cargos de poder alimentaram especulações de que ele esteja morto, debilitado ou que não exerça plenamente as funções de líder supremo.

Na quarta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que Mojtaba continua vivo. “Não acho que ele esteja morto. Ele ficou gravemente ferido. O lado esquerdo do corpo, o braço, a perna, tudo. Ele ficou gravemente ferido. Mas não acho que esteja morto”, disse.

Desdolarização

Na sexta-feira (28), em uma declaração escrita anterior, Mojtaba afirmou que “a prática de qualquer ato que comprometa a coesão social era proibida”.

Ele também defendeu a desdolarização gradual da economia iraniana e o aumento da produção para revitalizar a atividade econômica, após meses de bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e décadas de sanções internacionais, cujo endurecimento foi anunciado por Washington na segunda-feira. (Com informações do g1 e Folha de S. Paulo)

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