Sábado, 13 de junho de 2026

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Voltar Líder supremo do Irã, morto em ataque dos Estados Unidos em fevereiro, terá funeral de seis dias em julho

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro no início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, será enterrado em 9 de julho, em sua cidade natal, Mashhad, no nordeste do país. A informação foi divulgada neste sábado pela televisão estatal. O funeral de Ali Khamenei estava inicialmente previsto para março, mas foi adiado em consequência da guerra. A cerimônia terá duração de seis dias, a partir de 4 de julho, em Teerã e nas cidades sagradas de Qom e Mashhad.

A lei islâmica exige que o sepultamento ocorra o mais rápido possível, de preferência dentro de 24 horas após a morte, mas exceções são permitidas, por exemplo, em tempos de guerra. Ali Khamenei permaneceu no poder durante quase 37 anos. Ali Khamenei esteve na linha de frente da Revolução Islâmica, em 1979, ao lado do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do movimento que se tornou o líder supremo até sua morte, em 1989.

Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, no leste do Irã, Khamenei teve seus anos de formação religiosa e política na década de 60, envolvido nos movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi. Ele se aproximou do movimento de Khomeini durante os estudos em Qom, e logo estava ajudando a organizá-lo e executando missões em território iraniano.

Em junho de 1981, Khamenei sofreu um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado para sempre. Quatro meses depois, foi eleito presidente do Irã, com 95% dos votos. Ele se manteve na presidência até a morte de Khomeini, quando a Assembleia de Peritos o escolheu como novo líder supremo.

Especialistas atribuíram a Khamenei uma estratégia de construir e fortalecer estruturas paralelas dentro do Estado que espelhavam algumas de suas instituições, como o Exército e as agências de inteligência, para dessa forma poder controlá-las melhor. É o caso da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), por exemplo, uma força paralela aos militares tradicionais.

Ele foi sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei, nomeado em 8 de março. O novo líder supremo do Irã, no entanto, não aparece em público ao menos desde o ataque que matou o pai. Fontes dizem que Mojtaba Khamenei teria sofrido ferimentos graves no mesmo bombardeio que matou seu pai. Em maio, no entanto, um funcionário do alto escalão do Ministério da Saúde iraniano afirmou que o atual líder supremo teria sofrido apenas “ferimentos superficiais” no ataque. (Com informações do portal g1)

 

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