Sexta-feira, 03 de julho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 18 de janeiro de 2026
O cantor espanhol Julio Iglesias negou veementemente as acusações de crimes sexuais e de tráfico de pessoas feitas por duas ex-funcionárias e classificou as denúncias como “absolutamente falsas”. Em uma publicação feita na madrugada de sexta-feira (16) em seu perfil oficial no Instagram, o artista falou publicamente sobre o caso pela primeira vez desde que as acusações vieram a público, na última terça (13), repercutindo amplamente na imprensa internacional.
Na mensagem, Iglesias afirmou: “Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e me causam uma grande tristeza”. O cantor, conhecido mundialmente por sua longa e bem-sucedida carreira na música em espanhol, disse estar profundamente abalado com a situação e destacou o impacto pessoal causado pelas denúncias.
Ainda no comunicado, ele declarou: “Com profundo pesar, respondo às acusações feitas por duas pessoas que anteriormente trabalharam em minha casa”. Segundo o artista, as alegações não condizem com sua conduta ao longo da vida e da carreira, construída ao longo de décadas de exposição pública.
Iglesias também ressaltou o sofrimento emocional provocado pelo caso e afirmou manter a esperança de que os fatos sejam esclarecidos. “Nunca havia sentido tanta maldade, mas ainda me restam forças para que as pessoas conheçam toda a verdade e para defender minha dignidade diante de uma ofensa tão grave”, escreveu o cantor, reforçando sua intenção de se defender das acusações.
Em tom mais pessoal, ele agradeceu o apoio recebido desde que o escândalo veio à tona. “Não posso me esquecer de tantas e tantas pessoas queridíssimas que me enviaram mensagens de carinho e lealdade; senti muito consolo nelas”, concluiu Iglesias, em mensagem assinada por ele.
As denúncias foram apresentadas por duas ex-funcionárias, que acusam o cantor de “fatos que poderiam constituir um crime de tráfico de seres humanos com fins de imposição de trabalho forçado e servidão” e de “crimes contra a liberdade e a integridade sexual, como assédio sexual”. As informações foram divulgadas na última semana pelas organizações Women’s Link Worldwide e Anistia Internacional, que acompanham e oferecem apoio às denunciantes.
De acordo com essas entidades, os supostos abusos teriam ocorrido em 2021, em propriedades de Julio Iglesias localizadas na República Dominicana e nas Bahamas. Na época dos fatos, as mulheres tinham 22 e 28 anos. O caso se tornou público após uma investigação conjunta da emissora norte-americana Univisión e do jornal espanhol elDiario.es.
Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira (14), representantes da Women’s Link Worldwide e da Anistia Internacional informaram que o Ministério Público da Espanha deverá ouvir em breve as duas denunciantes, que já receberam o status de testemunhas protegidas.
O escândalo ganhou grande repercussão após a publicação da investigação jornalística, que reuniu relatos de uma ex-empregada doméstica e de uma ex-fisioterapeuta do cantor, considerado o artista latino que mais vendeu discos no mundo. Ambas afirmam ter sido submetidas a humilhações e assédio sexual, incluindo, no caso de uma delas, penetrações não consentidas. (Com informações da AFP)
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