Sábado, 05 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 5 de setembro de 2026

No penúltimo dia da 49ª Expointer, o futuro da pecuária leiteira se apresentou diante de um público atento e emocionado. Foi durante o concurso Jovem Apresentador, promovido pela Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), que crianças assumiram a pista e mostraram, com simplicidade e entusiasmo, o caráter familiar da produção de leite.
Mais do que uma atividade lúdica, o evento simbolizou a continuidade da vida no campo. Ao lado dos animais, os pequenos reforçaram a ideia de que a sucessão familiar é vital para manter viva a tradição da pecuária leiteira. O presidente da Gadolando, Marcos Tang, destacou que o setor vive um “êxodo ao contrário”, com famílias urbanas migrando para o campo. “A atividade leiteira é, na sua grande maioria, desenvolvida pela família. É uma das que mais retém a família no campo, porque exige presença diária, ordenha duas vezes ao dia, cuidado com as terneiras e dedicação constante”, disse, emocionado.
O protagonismo feminino também foi ressaltado. Tang lembrou que, em muitas propriedades, são as mulheres que comandam a rotina dos rebanhos. “Está provado no mundo inteiro: quando mulheres ordenham, há menos problemas de mastite, qualidade de leite melhor e célula somática menor. Elas percebem alterações na glândula mamária antes dos homens, como média, e isso impacta diretamente na qualidade do leite”, afirmou.
Ao final, os jovens receberam bonés, bolas e balões, em um gesto simbólico de incentivo. A pista foi aberta para que o público pudesse se aproximar dos animais, criando um momento de integração entre consumidores e produtores. A cena de crianças conduzindo vacas leiteiras, sob o olhar orgulhoso de pais e familiares, emocionou quem acompanhava e reforçou a essência da atividade: o leite gaúcho é fruto de trabalho coletivo, de gerações que se sucedem e de mulheres que imprimem cuidado e qualidade ao rebanho.
Mais do que uma competição, o Jovem Apresentador foi uma celebração da vida no campo. Um lembrete de que a pecuária leiteira é feita de histórias, de vínculos familiares e de sonhos que se renovam a cada geração. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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