Quinta-feira, 30 de maio de 2024

Quinta-feira, 30 de maio de 2024

Voltar Inflação na Argentina fecha 2023 em 211,4%, maior nível em 33 anos

A inflação na Argentina foi de 211,4% em 2023. O anúncio foi divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto de Estatística e Censos do país (Indec). Essa é a maior taxa anual desde a hiperinflação em 1990, quando os argentinos enfrentaram uma alta superior a 1.300%.

Os resultados de dezembro mostram que os preços ao consumidor saltaram 25,5% no mês, contra 12,8% em novembro. A disparada é consequência de uma série de medidas do governo de Javier Milei, que tomou posse no mês passado.

Antes mesmo de Milei ser eleito presidente, o país já vinha enfrentando uma inflação altíssima. Em novembro, por exemplo, o índice acumulado no ano chegou a 148,2%. O cenário enfrentado pelos argentinos é resultado de uma crise financeira e cambial, que teve início, entre outros pontos, no desequilíbrio da balança de pagamentos.

Uma das medidas de Milei que ajudou a potencializar a alta dos preços em dezembro é o “Plano Motosserra”. O projeto prevê, entre outros pontos, a desvalorização do peso, redução de subsídios e mudanças em licitações.

Também contribui o “decretaço”, que revoga ou modifica mais de 350 normas, viabiliza a desregulamentação econômica do país e inclui uma reforma trabalhista — ponto que foi suspenso pela Justiça.

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