Quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 5 de agosto de 2026

Nos dias 26 e 27 de agosto de 2026, Porto Alegre será sede de um encontro que conecta ciência, saúde e economia. O II Fórum Nacional de Educação Energética: Gases de Efeito Estufa e Poluentes Atmosféricos Internos, promovido pelo Instituto Safeweb em parceria com o BioHub Tecnopuc e organização da Inventa Evento, reunirá especialistas e lideranças no Espaço de Eventos Vista Pontal para discutir um tema que, embora invisível, tem impacto direto sobre a vida e os custos sociais: a qualidade do ar em ambientes internos.
Mais de 90% do tempo das pessoas é passado em locais fechados — residências, escolas, hospitais e empresas. Nesses espaços, a exposição contínua a poluentes atmosféricos internos compromete a saúde, reduz a produtividade e gera despesas crescentes para sistemas de saúde e empregadores. O fórum abordará mudanças climáticas, transição energética e, sobretudo, a urgência de enfrentar os poluentes internos como questão de saúde pública e econômica.
O ponto alto será o lançamento do Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde, Gases e Poluentes Atmosféricos Internos, iniciativa inédita que une a classe médica gaúcha em torno da descarbonização dos ambientes de saúde e de trabalho. Entre os signatários estão o Dr. Luiz Carlos Bodanese, cardiologista e professor titular da PUCRS; o Dr. Jefferson Pedro Piva, pediatra; o Dr. Airton Stein, epidemiologista; a Dra. Maria Dolores Bressan e a Dra. Valerie Noronha Menezes Kreutz, do SIMERS; o Dr. Christiano Perin, da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do RS; o Dr. Marcelo Porto, da Sociedade de Pediatria do RS; o Dr. Fabio Dantas Filho, da Sociedade Gaúcha de Medicina do Trabalho; além da AMRIGS e Alexandre de Souza Tavares, PhD em Transição Energética e Gestão da Informação, Diretor de PD&I do Instituto Safeweb e membro do BioHub Tecnopuc.
A exposição ocupacional a poluentes internos é uma realidade que atinge milhões de trabalhadores brasileiros. Ambientes com ar comprometido geram absenteísmo, doenças crônicas e queda de produtividade, ampliando custos para empresas e para o sistema público de saúde. Estudos científicos já demonstram os impactos multissistêmicos da poluição interna: doenças cardiovasculares, patologias respiratórias, respostas alérgicas, efeitos no genoma humano e impactos severos em crianças e idosos.
O pacto busca transformar essa realidade em ganhos concretos:
As instituições signatárias reforçam a necessidade de educar e orientar gestores públicos e privados sobre os riscos das emissões internas provenientes de fogões, fornos, aquecedores, caldeiras, sistemas de cocção e combustíveis fósseis, além da contribuição de poluentes externos que ingressam por infiltração ou ventilação. O objetivo é subsidiar ações de prevenção, controle da exposição e comunicação de risco, especialmente em ambientes sensíveis como escolas, hospitais e empresas.
O II Fórum Nacional de Educação Energética e o Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde consolidam Porto Alegre como protagonista em uma pauta de relevância nacional. A descarbonização da saúde não é apenas uma meta técnica: trata-se de um imperativo ético e econômico, capaz de reduzir gastos, salvar vidas e inspirar políticas públicas em todo o país.
O Rio Grande do Sul assume, mais uma vez, a vanguarda em uma causa que une ciência, saúde e economia, com potencial de inspirar o Brasil a respirar um futuro mais saudável e sustentável.(por Gisele Fores – gisele@pampa.com.br)
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