Sábado, 25 de julho de 2026

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Voltar Governo Lula nega visto a funcionários dos Estados Unidos que viajariam ao País para questionar o sistema eleitoral brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os dois foram citados em reportagem do jornal “The Washington Post” como responsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

A negativa do governo foi feita nesta sexta-feira (24). A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do País, agendadas para 4 de outubro. O governo brasileiro foi informado do caráter “inusitado” da missão dos dois funcionários e decidiu negar os vistos. Segundo fontes da diplomacia, o Brasil tem tradição de receber observadores internacionais nas eleições, mas a avaliação é que os norte-americanos não são observadores, na verdade tinham “outro papel”.

Na avaliação de assessores presidenciais, a decisão do secretário de Estado Marco Rubio de enviar a missão no momento em que Flávio e Eduardo Bolsonaro levantaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas mostra que eles estavam combinando uma operação para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro.

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro teve uma reunião com representantes de cerca de 40 países em um evento privado, na última semana. Durante o encontro, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas por uma empresa venezuelana suspeita de fraudes, informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Hoje o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral e apenas manifestava suas preocupações para que os embaixadores levassem esse cenário de preocupação para os seus países”, afirmou na época.

O senador nega estar questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que os países presentes enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil.

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros classificaram a tentativa de missão como “escandalosa” e “inusitada”. Para integrantes da Corte, a iniciativa representaria uma tentativa de interferência externa em um tema de competência exclusiva das instituições brasileiras e no processo eleitoral do país.

Os magistrados também defendem uma reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à tentativa de enviar a missão americana. (Com informações do portal de notícias g1)

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