Segunda-feira, 13 de julho de 2026

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Voltar Governo federal não vê necessidade de retornar subvenção ao diesel mesmo com escalada da guerra

A equipe econômica do governo federal avalia que a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã ainda não justifica a retomada da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. Com o barril de petróleo na faixa dos US$ 80, o impacto sobre os preços é considerado moderado e, na avaliação do governo, pode ser administrado com os mecanismos já em vigor.

Segundo integrantes da área econômica, não há necessidade de ampliar os incentivos neste momento, uma vez que permanece vigente outro subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel. Ao mesmo tempo, a possível retirada de benefícios concedidos à gasolina deve permanecer em compasso de espera diante da elevada volatilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio.

O governo também descarta retomar o projeto de lei complementar (PLP) dos combustíveis, que previa a redução de impostos com compensação pela arrecadação adicional gerada pela alta do preço do petróleo. A proposta chegou a ser elaborada durante a crise anterior, mas acabou abandonada antes de ser votada na Câmara dos Deputados após a diminuição das tensões internacionais.

De acordo com fontes ouvidas pela equipe econômica, o cenário passaria a preocupar de forma mais significativa apenas se o barril de petróleo ultrapassasse ou permanecesse próximo dos US$ 90. Até esse patamar, a avaliação é de que o Executivo consegue administrar os impactos sobre os preços dos combustíveis, ainda que isso adie a retirada das medidas emergenciais adotadas anteriormente.

A pressão sobre o mercado ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país assumirá o controle do Estreito de Ormuz e sugerir a cobrança de uma espécie de pedágio em troca da garantia de segurança da principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio.

Na manhã desta segunda-feira, os mercados também reagiram ao novo fechamento do Estreito de Ormuz anunciado pelo Irã após os ataques norte-americanos, aos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética da Rússia, às restrições impostas por Moscou às exportações de diesel e à possibilidade de limitação das vendas externas de gasolina e querosene de aviação.

Segundo Bruno Cordeiro, analista da StoneX, a combinação desses fatores elevou os riscos para a oferta global de petróleo, aumentando as incertezas em torno da disponibilidade da commodity e ampliando a volatilidade nos mercados internacionais de energia.

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