Terça-feira, 01 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 1 de setembro de 2026
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (1.°), que as informações divulgadas pela revista piauí sobre um novo repasse feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse” devem ser tratadas pela produtora, não por ele.
A revista revelou que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou mais um pagamento de Vorcaro, no valor de US$ 1,6 milhão de dólares, ao fundo Havengate Development, que administra o dinheiro usado na produção de um longa-metragem sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Essas informações não tenho como saber, porque não trato disso. Tem que perguntar para a produtora. Eu sabia que ele (Vorcaro) é investidor, mas não tinha como falar. A resposta tem que perguntar para a produtora”, disse Flávio a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública.
O pagamento adicional teria sido feito em setembro de 2025, oito dias depois de Flávio cobrar Vorcaro pelas parcelas atrasadas por mensagem de texto. A nova transferência contradiz uma declaração do senador, segundo a qual o último pagamento de Vorcaro ao filme teria sido feita em maio de 2025.
O valor extra eleva de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões o total do valor efetivamente pago por Vorcaro ao projeto da família Bolsonaro, com evidências de um possível pagamento adicional em outubro de 2025. Inicialmente, Flávio havia pedido US$ 21 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para o banqueiro.
Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio mudou o assunto para o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o magistrado deveria renunciar ao cargo em razão de sua relação profissional anterior com Vorcaro.
O jornal O Estado de S.Paulo revelou nesta terça-feira que, numa longa troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, o banqueiro pediu reiteradamente ao ministro para que interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos da instituição financeira.
“O Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem melhor condição dele continuar sendo ministro do Supremo”, afirmou.
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