Quinta-feira, 30 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 29 de abril de 2026
A divisão do espólio do cantor Erasmo Carlos, morto em novembro de 2022, voltou ao centro das atenções após a repercussão de informações sobre um impasse entre os filhos do artista e a viúva, Fernanda Artistides Esteves. O caso envolve a partilha de bens e direitos relacionados à obra do músico.
Em nota divulgada por Leo Esteves, filho do cantor, a família afirmou ter sido surpreendida pela divulgação de informações sobre o inventário. No comunicado, os herdeiros pedem respeito à memória do artista e destacam que o processo corre sob segredo de Justiça. Segundo o texto, apenas as partes envolvidas e seus representantes legais têm acesso aos autos, e a divulgação de informações pode gerar responsabilização.
A controvérsia ganhou visibilidade após reportagem da revista Veja apontar que a viúva teria deixado o apartamento onde vivia com o cantor, localizado de frente para o mar, no Rio de Janeiro. Ainda conforme a publicação, os filhos teriam solicitado a devolução de um veículo que estava com Fernanda, sob a alegação de que o bem pertenceria à produtora responsável pela carreira de Erasmo.
O mesmo relato indica que os herdeiros também teriam recorrido à Justiça para tratar de questões relacionadas ao uso do imóvel e a eventuais custos de permanência. Além disso, a divisão dos direitos autorais e de imagem do artista estaria entre os pontos discutidos, com a atribuição desses ativos aos filhos, mesmo com o casamento em regime de comunhão parcial de bens.
A mudança de residência foi confirmada por Fernanda em publicação nas redes sociais. No texto, ela descreve o processo de deixar o imóvel onde viveu com o cantor e relata as dificuldades enfrentadas após a morte do artista. A viúva afirma ter se mudado para um espaço menor, mencionando aspectos emocionais ligados à perda e à adaptação à nova rotina.
Em registros anteriores, Fernanda já havia relatado a decisão de manter o apartamento praticamente intacto após a morte de Erasmo Carlos, preservando objetos pessoais e hábitos do cantor como forma de lidar com o luto. Entre eles, a manutenção de exemplares do jornal que o artista costumava ler diariamente, acumulados ao longo do tempo como uma espécie de marco simbólico da ausência.
O caso segue em tramitação judicial e, por estar sob sigilo, não há detalhes oficiais sobre os desdobramentos da disputa ou prazos para conclusão do inventário.
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