Domingo, 17 de maio de 2026

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Voltar Família Vorcaro é processada por dívida de R$ 12 milhões, após venda do Grupo Promed

A operadora de saúde Hapvida entrou com uma ação na Justiça contra membros da família Vorcaro, em Belo Horizonte (MG), cobrando cerca de R$ 11,9 milhões por prejuízos ligados à compra do Grupo Promed.

A ação tem como alvo os empresários Henrique Moura Vorcaro, Daniel Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, que atuaram como vendedores na negociação. O g1 tenta contato com a defesa dos réus.

Segundo o processo, os valores cobrados se referem a perdas financeiras causadas por fatos anteriores à conclusão da venda, realizada em 2021, mas que só se concretizaram depois.

Pelo contrato firmado entre as partes, os vendedores, incluindo os integrantes da família Vorcaro, se comprometeram a indenizar a Hapvida por esse tipo de prejuízo.

Movimentação

A aquisição do Grupo Promed envolveu cerca de R$ 1 bilhão. Na época, a Hapvida comprou a participação dos vendedores em diversas empresas do grupo, que atua na área de saúde em Minas Gerais, em unidades como o tradicional Hospital Vera Cruz, localizado no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

De acordo com a ação, desde o fechamento do negócio, já foram registrados prejuízos superiores a R$ 22 milhões.

Parte desse valor foi compensada com créditos do próprio Daniel Vorcaro, mas, segundo a empresa, ainda resta um saldo em aberto de aproximadamente R$ 11,9 milhões, que é o valor agora cobrado na Justiça.

A empresa afirma que notificou os réus diversas vezes sobre os valores devidos, com base em relatórios previstos no contrato. Mesmo assim, segundo a Hapvida, os pagamentos não foram realizados dentro do prazo.

O processo também destaca que os três integrantes da família Vorcaro citados na ação têm responsabilidade solidária, o que permite à empresa cobrar o valor total de qualquer um deles.

A empresa chega a citar no processo que Daniel Vorcaro está atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o que a levou a pedir que a citação judicial seja feita por carta, diretamente no local onde ele se encontra detido.

Além do valor principal, a Hapvida pede a aplicação de correção monetária, juros e multa por atraso, conforme previsto em contrato.

A ação foi protocolada na Justiça de Minas Gerais e ainda aguarda análise inicial. Até o momento, não há decisão sobre o caso. (Com informações do portal de notícias g1)

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