Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 8 de setembro de 2026
Um estudo feito pela Alta (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo) aponta que as passagens aéreas domésticas devem encarecer 16,1% com a vigência dos novos CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
O cálculo leva em consideração a aplicação da alíquota-padrão estimada de 26,5%. O CBS e o IBS fazem parte das mudanças instituídas pela reforma tributária, regulamentada no ano passado e que passou a ter seu período de testes iniciado em 2026.
De acordo com o estudo, o encarecimento das passagens tem o potencial de reduzir em 21,1% a demanda doméstica. No caso das passagens internacionais, a alta do custo chega a 13,3%.
A associação alerta ainda para o cenário desafiador das companhias, destacando prejuízos líquidos significativos acumulados pelas empresas entre 2015 e 2025. Neste período, as aéreas acumulam perdas de R$ 55 bilhões.
Com o encarecimento das passagens, a expectativa é de queda no número de viagens e a redução do fator de ocupação. Nesse cenário, as companhias veem a necessidade de realizar ajustes de capacidade gerando, como consequência, a desaceleração da expansão da malha aérea.
O dado é relevante, diante do espaço que o Brasil possui para ampliar o acesso ao transporte aéreo. Segundo o estudo, entre 2014 e 2024, o crescimento do número de viagens de avião no Brasil ficou estagnado.
Ao mesmo tempo, ao observar o desempenho de vizinhos, o resultado mostra expansão de países como Colômbia, que registrou um avanço de 64% no período, e o Chile, com alta de 51%.
O estudo diz ainda que o setor perderia competitividade no Brasil.
Atualmente, o sistema tributário brasileiro para o setor é considerado o mais competitivo da região. Com as novas regras, o país poderia cair para a 7ª posição, ficando atrás do Panamá, Guatemala e Costa Rica.
Os efeitos, no longo prazo, iriam além do setor aéreo, segundo a entidade. Até 2036, a redução da malha aérea subtrairia cerca de US$ 7,7 bilhões do PIB (Produto Interno Bruto) de Viagens e Turismo.
Além disso, a Alta prevê 360 mil empregos a menos relacionados ao turismo na próxima década. Ou seja, quase 1 em cada 4 novos empregos projetados no turismo poderia não se concretizar. Com informações do portal CNN.
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