Sábado, 17 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 16 de outubro de 2026
Projetos estratégicos para o desenvolvimento econômico estadual estiveram na pauta de reunião, nessa sexta-feira (16) entre o governador gaúcho Eduardo Leite e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Na pauta do encontro, realizado na sede da agência Invest RS, em São Paulo, investimentos em infraestrutura, atração de novos empreendimentos e iniciativas para ampliar a competitividade do Rio Grande do Sul.
Um dos principais assuntos foi o projeto da empresa chilena CMPC para construção de fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com investimento estimado em R$ 27 bilhões. O Palácio Piratini acompanha as tratativas relacionadas ao licenciamento ambiental, que tem na manifestação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) uma etapa necessária à emissão de licença prévia ao empreendimento pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) .
“Conversamos sobre grandes projetos que estão sendo viabilizados no Estado para investimentos. Tratamos do projeto da celulose da CMPC e estamos acompanhando o encerramento das tratativas da empresa com a Funai. Temos a expectativa de que isso tenha resolução nos próximos dias”, relatou Leite.
Além da unidade industrial, a CMPC prevê a construção de terminal próprio no Porto de Rio Grande (Litoral Sul) para apoiar a logística de escoamento da produção. A capacidade projetada é de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
Infraestrutura digital
Outro tema da reunião foi a estruturação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Serviços e Infraestrutura Digitais do Rio Grande do Sul. Publicado na quinta-feira (15) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o termo de referência estabelece as diretrizes para a seleção pública de empresa privada que apoiará a estruturação, futura implantação e administração do empreendimento.
A iniciativa busca atrair investimentos em data centers, computação em nuvem, processamento de dados, inteligência artificial e outros serviços digitais destinados à exportação. O modelo prevê que os investimentos, os custos de implantação e a operação sejam de responsabilidade privada, sem aporte financeiro direto do Estado. Após a seleção, a proposta terá que ser submetida a análise por órgãos federais. Leite acrescentou:
“A expectativa é que, até dezembro, o Estado tenha uma empresa privada selecionada para apoiar a estruturação do projeto, que vamos apresentar ao conselho nacional responsável pela análise das Zonas de Processamento de Exportação. Adiantei ao vice-presidente os pontos dessa iniciativa”.
Gás natural e dívida
O chefe do Executivo – cujo mandato se encerrará em 1º de janeiro – também tratou com o vice-presidente do projeto desenvolvido pela gestão atual em parceria com a empresa Edge (vinculada ao grupo Compass). No foco está a ampliação da oferta de gás natural no Rio Grande do Sul.
Um memorando de entendimento assinado em setembro prevê o aprofundamento dos estudos para implantação de terminal de gás natural liquefeito (GNL) no Porto de Rio Grande, criando uma nova rota de abastecimento para o Estado. Com expectativa de até R$ 1 bilhão em investimentos, a iniciativa busca diversificar fontes de suprimento, ampliar a segurança energética, aumentar a competitividade da indústria gaúcha e estimular a atração de empreendimentos.
A reunião também abordou a possibilidade de extensão do prazo de suspensão para pagamento da dívida do Estado com a União que deu origem ao Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O objetivo é o financiamento, em larga escala, de programas de irrigação para fortalecer a produção agropecuária e aumentar a resiliência do setor diante de períodos de estiagem. As informações constam no portal estado.rs.gov.br.
(Marcello Campos)
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