Sábado, 11 de julho de 2026

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Voltar Eduardo Bolsonaro defende presidente do PL e chama ministro Flávio Dino de “comunista totalitário”

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que entrou na mira da Polícia Federal e teve R$ 119 milhões em bens bloqueados na sexta-feira (10). Em publicação nas redes sociais, ele também criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, responsável por autorizar as medidas contra o dirigente partidário. O ex-parlamentar classificou o magistrado como um “comunista autoritário” indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Corte com o objetivo de “perseguir adversários”.

Na postagem, Eduardo nega ter recebido de Valdemar pedidos para a destinação de verbas e afirma que “a indicação de emendas parlamentares é uma prática do ofício de todos os deputados e senadores, independentemente de partido ou espectro ideológico”.

“Transformar a mera indicação de emendas em algo criminoso é uma interpretação que só encontra respaldo em uma leitura visivelmente enviesada e política do direito, incompatível com a isenção que se espera do Judiciário — mas completamente esperada de um comunista totalitário, que foi colocado na Corte para perseguir os adversários políticos do Lula”, escreveu.

Na mesma publicação, Eduardo compartilha um vídeo de um discurso de Flávio Dino no período em que comandava o Ministério da Justiça. Na ocasião, durante um evento com o presidente Lula, o então ministro afirmou que a Polícia Federal estaria “a serviço” da causa defendida pelo governo, anunciando o fim das “tentações satânicas de espetacularizações, de abusos, de forças-tarefas ilegais” e o início da atuação de uma polícia “dedicada a servir a população”. Dino foi indicado ao STF por Lula no fim de 2023, após a aposentadoria da ministra Rosa Weber.

Após o anúncio do bloqueio dos bens do presidente do PL, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também saiu em defesa do dirigente partidário pelas redes sociais.

“Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo”, escreveu o parlamentar em seu perfil no X. “Tenho certeza de que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados”, acrescentou.

De acordo com o despacho de Flávio Dino, o presidente do partido é suspeito de ser o autor real das indicações e beneficiário político de 21 emendas parlamentares, mesmo sem exercer mandato. O valor bloqueado nas contas de Valdemar Costa Neto corresponde à soma dos repasses identificados pela Polícia Federal como sendo de sua autoria.

Desse montante, R$ 104 milhões chegaram a ser pagos. Em sua defesa, Valdemar argumentou que é natural e legítimo que dirigentes partidários participem de debates sobre o encaminhamento desse tipo de verba, além de negar ter integrado qualquer organização criminosa.

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