Segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Voltar Dólar sobe e chega a R$ 5,11, com impasse na guerra no Oriente Médio; Bolsa fecha em queda

O dólar comercial fechou em alta de 0,53% nesta segunda-feira (10), cotado a R$ 5,1106. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou o pregão em queda de 0,19%, aos 172.180 pontos.

No acumulado de agosto, o dólar registra alta de 0,81%, enquanto no ano ainda acumula queda de 6,89%. O Ibovespa, por sua vez, recua 3,27% no mês, mas mantém valorização de 6,86% em 2026.

O movimento dos mercados ocorreu em meio à alta dos preços do petróleo e às incertezas envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo. A passagem, localizada entre o Irã e Omã, é responsável pelo escoamento de cerca de 20% do comércio global da commodity.

No domingo (9), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o estreito não será reaberto até que os Estados Unidos atendam às condições apresentadas por Teerã. A declaração aumentou a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre o fornecimento internacional de petróleo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às exigências iranianas e ironizou a possibilidade de Washington pagar uma indenização. Segundo ele, o regime iraniano deveria indenizar “todas as pessoas que matou e feriu gravemente”.

Com o aumento das tensões, o petróleo registrou forte valorização nesta segunda-feira. O barril do Brent, referência internacional, subiu 5,01%, para US$ 87,74. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 5,13%, a US$ 82,19.

Além das questões geopolíticas, os investidores acompanham nesta semana a divulgação de novos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Os dados norte-americanos são aguardados após o relatório de emprego divulgado na sexta-feira apontar números abaixo das expectativas do mercado.

Os novos dados de preços podem influenciar as projeções para os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, em relação à política de juros.

No Brasil, outro destaque da agenda econômica será a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, prevista para ser divulgada nesta terça-feira (11). O documento poderá trazer detalhes sobre a avaliação dos diretores do BC a respeito do cenário econômico e das perspectivas para a taxa básica de juros.

As condições para a reabertura do Estreito de Ormuz também permanecem no radar. No fim de semana, o Irã apresentou uma lista de exigências para liberar novamente a passagem de embarcações, segundo informações do jornal norte-americano The New York Times, com base em declaração divulgada pela mídia estatal iraniana.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou ainda que o país e Omã estavam próximos de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo estreito.

Na sexta-feira, um funcionário norte-americano citado pela agência Reuters afirmou que havia progresso nas negociações entre Omã e Irã. Segundo ele, caso seja anunciado um acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos, os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio aos portos iranianos.

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