Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Voltar Dólar fecha a R$ 5 e Bolsa brasileira cai mais de 2%, após nova disparada do petróleo

O dólar voltou ao patamar de R$ 5 nessa quarta-feira (29), enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, registrou forte queda, em um dia marcado pelo fortalecimento da moeda norte-americana, pela alta do petróleo no exterior e por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

A valorização da commodity, em meio a tensões no Oriente Médio, contribuiu para a aversão ao risco nos mercados, pressionando ativos locais. O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0021 na venda, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira recuou 2,05%, abaixo dos 185 mil pontos.

“O pregão de hoje foi marcado por cautela global”, afirmou a estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, destacando que o Ibovespa foi pressionado por movimentos de realização de lucros após a recente corrida em direção aos 200 mil pontos.

Dados da B3 continuam a mostrar saída líquida de recursos estrangeiros nos últimos pregões. O saldo em abril segue positivo, em R$ 8,2 bilhões até o dia 27, mas até o dia 15 havia uma entrada líquida de R$ 14,6 bilhões. Tal capital foi responsável pelos últimos recordes do Ibovespa, que fizeram o índice flertar com a marca inédita de 200 mil em meados do mês.

O dia foi de atenção aos bancos centrais do Brasil e dos Estados, que decidem o futuro da política monetária dos respectivos países.

Autoridades do Fed (o banco central americano) mantiveram os juros americanos entre 3,5% e 3,75%. O resultado era amplamente esperado e representa a terceira reunião seguida do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) de taxas inalteradas.

A decisão ocorre em meio às incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio, iniciado após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, há cerca de dois meses.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano.

O novo corte da Selic acontece em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo. O tema foi mencionado pelo Copom no comunicado sobre a decisão.

Os resultados corporativos no Brasil também estiveram no radar, com investidores repercutindo os balanços e perspectivas de empresas como Vale, WEG e Santander Brasil.

No campo geopolítico, a persistência das indefinições sobre um desfecho da guerra no Oriente Médio fazem o petróleo ter mais um dia de altas, com o Brent atingindo a maior cotação em um mês.

Também no radar estava notícia do Wall Street Journal de que autoridades dos EUA disseram que o presidente Donald Trump havia instruído seus assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado dos portos do Irã, em uma tentativa de forçar Teerã a capitular. (Com informações da CNN Brasil e do portal de notícias g1)

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