Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Voltar Davi Alcolumbre articula pautas pró-Lula e busca voto até do partido de Bolsonaro para continuar presidente do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula apoio de parlamentares de diferentes partidos para permanecer no comando da Casa em 2027. A estratégia inclui buscar votos de integrantes do PL, partido que terá a maior bancada do Senado, e avançar em propostas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), numa tentativa de demonstrar capacidade de negociação entre diferentes forças políticas.

O senador conta com o apoio de Lula para tentar a reeleição. A eleição para a presidência do Senado é realizada por votação secreta, o que permite aos parlamentares escolherem o candidato sem revelar publicamente seu voto. Por isso, Alcolumbre busca construir uma base que ultrapasse os partidos alinhados ao Executivo e inclua integrantes de legendas que fazem oposição ao governo federal.

Aliados do presidente do Senado argumentam que sua permanência no cargo permitiria à Casa preservar autonomia nas negociações com o Executivo. A avaliação é de que uma presidência muito alinhada ao bolsonarismo poderia limitar a margem de atuação de senadores que não integram o grupo político mais próximo de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

O PL, por sua vez, chega à próxima legislatura fortalecido pelo resultado das eleições. A legenda terá 28 das 81 cadeiras do Senado, o que amplia seu peso nas negociações para a escolha da Mesa Diretora. Integrantes do partido defendem que a bancada reivindique o comando da Casa e adote uma agenda mais alinhada à oposição.

Entre os setores que pressionam por uma candidatura própria estão parlamentares que defendem uma atuação mais dura em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Esse grupo pretende ampliar as iniciativas de fiscalização sobre ministros da Corte e discutir medidas de responsabilização relacionadas às controvérsias envolvendo o Banco Master.

Outro nome citado nas articulações é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que mantém interlocução com Alcolumbre e aparece nas conversas sobre a sucessão. Ela também defende uma proposta de emenda à Constituição para ampliar o mandato do presidente do Senado e acabar com a possibilidade de reeleição para o cargo.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, também está entre os nomes envolvidos nas negociações políticas para a próxima legislatura. A disputa não se limita à escolha do presidente do Senado, mas envolve o controle da agenda de votações, a distribuição de cargos e a relação da Casa com o Executivo e o Judiciário.

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