Sexta-feira, 31 de julho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 31 de julho de 2026
O custo médio da dívida pública federal no acumulado dos últimos 12 meses subiu para 12,68% ao ano no mês de junho. É o maior patamar desde setembro de 2016, quando o custo médio estava em 12,75%.
Os dados são do Tesouro Nacional. Em junho, a dívida pública federal do Brasil subiu 2,61% e alcançou R$ 9,268 trilhões.
Em setembro de 2016, quando o Brasil vivenciava uma crise econômica, a dívida pública federal somava R$ 3,046 trilhões em valores nominais, ou seja, sem correção pela inflação.
A dívida aumenta sempre que o governo gasta mais do que arrecada. Sendo assim, quando os impostos e as receitas da União não são suficientes para custear as despesas, há um déficit primário.
Nesse cenário de contas públicas negativas, o Tesouro Nacional precisa emitir novos títulos para refinanciar a dívida. Como uma parte dos títulos que compõe a dívida pública federal são atrelados à Selic, quando a taxa básica de juros fica em um patamar elevado, isso tem impacto no seu custo.
DPMFi e DPFe
A dívida pública federal é composta pela DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal Interna) – negociada com o mercado doméstico – e pela DPFe (Dívida Pública Externa), cujos credores são investidores estrangeiros.
No mês passado, a DPMFi teve seu estoque ampliado em 2,63%, ao passar para R$ 8,920 trilhões. Em junho, o seu custo médio acumulado em doze meses subiu para 13,19%.
Com relação à DPFe, o custo médio do estoque em 12 meses passou para 0,05% a.a, devido à apreciação do dólar em relação ao real. De acordo com o Tesouro, o estoque da DPFe variou 2,12% em junho, encerrando o mês de junho em R$ 347,71 bilhões (US$ 67,17 bilhões).
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