Domingo, 11 de outubro de 2026

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Voltar Cunhado de Daniel Vorcaro diz na prisão que não pretende mais ficar calado

Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou a pessoas próximas que o visitaram na prisão que não pretende mais permanecer em silêncio e que possui informações que considera relevantes sobre autoridades.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, publicada pela Folha de S.Paulo, Zettel está preso há sete meses e afirma não ver os filhos desde que foi detido. A interlocutores, ele tem relatado que pretende falar após uma tentativa frustrada de negociar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em abril, Zettel procurou a PGR para tentar viabilizar uma delação. A proposta, porém, foi rejeitada pelo órgão. Naquele período, seu então advogado, Celso Villardi, chegou a se reunir com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma tentativa de fazer avançar as tratativas. A negociação, entretanto, não resultou em um acordo.

Autoridades

Após a tentativa de colaboração, Zettel passou a afirmar que se tornou alvo de notícias que, segundo sua avaliação, teriam o objetivo de constrangê-lo. Nesse cenário, começou a comunicar a pessoas próximas que estaria disposto a romper o silêncio e apresentar informações que diz possuir.

De acordo com a coluna, o cunhado de Vorcaro afirma ter dados relevantes envolvendo autoridades. Até o momento, no entanto, não foram divulgados os nomes das pessoas que poderiam ser mencionadas por Zettel nem o conteúdo específico das informações que ele afirma estar disposto a revelar.

Zettel foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, instituição que era comandada por Daniel Vorcaro. O caso envolve apurações sobre operações financeiras e pessoas ligadas à instituição.

Igreja

Além de sua relação profissional com Vorcaro, Zettel também administrava a Igreja da Lagoinha. A instituição passou a aparecer no contexto das investigações depois que movimentações financeiras consideradas superiores ao faturamento registrado chamaram a atenção dos investigadores.

A disposição manifestada por Zettel de prestar informações recoloca no centro das atenções a possibilidade de uma eventual colaboração premiada relacionada às investigações sobre o Banco Master. Uma negociação, contudo, precisaria ser retomada com as autoridades competentes e dependeria do cumprimento dos requisitos legais para esse tipo de acordo.

Caso as tratativas avancem, eventual colaboração deverá ser submetida à análise das autoridades responsáveis e, posteriormente, à homologação judicial, conforme as regras aplicáveis aos acordos de colaboração premiada. (Com informações do Portal Brasil 247)

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