Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 16 de agosto de 2026
Com o início da campanha eleitoral neste domingo (16), a PF (Polícia Federal) intensificou o monitoramento das redes sociais e a segurança dos candidatos à Presidência da República, iniciada em 20 de julho.
A corporação ampliou o acompanhamento de ameaças virtuais e fará avaliações diárias sobre o nível de risco enfrentado pelos presidenciáveis. A análise será atualizada de acordo com as características de cada compromisso de campanha e com o volume e a gravidade das ameaças identificadas ou recebidas pelas equipes de segurança.
O resultado poderá levar à reclassificação do risco atribuído a um candidato e, se necessário, ao reforço do número de policiais responsáveis por sua proteção.
Integrantes da PF envolvidos na operação afirmam que o enquadramento definido inicialmente para cada candidatura não é definitivo. A classificação poderá ser revista ao longo da disputa conforme mudanças nas agendas, aumento da exposição pública ou surgimento de novas ameaças.
Redes sociais
O monitoramento das redes sociais tem papel central na estratégia da corporação. Com a campanha oficial, os candidatos devem ampliar a presença em atos públicos, caminhadas, comícios e outros eventos com grande concentração de pessoas, o que aumenta a complexidade das operações de segurança.
Equipes de inteligência da PF acompanham publicações e movimentações na internet para tentar identificar ameaças direcionadas a eventos específicos ou manifestações que indiquem possíveis ações contra os presidenciáveis.
O trabalho também busca diferenciar comentários considerados apenas provocações ou ameaças sem indícios concretos de ações que possam representar risco efetivo. A análise considera o comportamento dos autores das mensagens e eventuais sinais de planejamento ou movimentações suspeitas.
Para as eleições de 2026, a PF desenvolveu uma matriz destinada a estabelecer o grau de risco de cada candidatura. Entre os critérios considerados, estão o histórico de ameaças e o nível de exposição e popularidade do candidato.
A PF estima desembolsar cerca de R$ 95 milhões na estrutura de proteção aos candidatos à Presidência durante o período eleitoral. Mais de 600 profissionais passaram por capacitação específica e, desse grupo, mais de 450 foram recrutados para atuar diretamente na operação.
Na avaliação de integrantes da corporação, a estrutura preparada para 2026 é a maior já mobilizada pela PF para a segurança de candidatos em uma eleição presidencial.
O reforço ocorre diante da percepção interna de aumento dos episódios de violência política nos últimos anos, cenário que levou a corporação a ampliar o planejamento e os recursos destinados à proteção dos presidenciáveis.
Parte do orçamento será usada na mobilização das equipes, contratação de serviços e aquisição de equipamentos. Entre os recursos previstos, estão veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas de defesa contra drones e kits antibombas.
Segundo a PF, os candidatos serão submetidos aos mesmos critérios técnicos de avaliação, embora o tamanho e a composição das equipes possam variar de acordo com o nível de risco identificado para cada candidatura.
Comando em Brasília
A operação é coordenada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília. A estrutura permite acompanhar em tempo real os deslocamentos das equipes e as agendas dos candidatos, além de oferecer suporte logístico e auxiliar na tomada de decisões diante de eventuais situações de risco.
A PF também prevê atuação integrada com forças estaduais e municipais de segurança. A orientação é conciliar a proteção dos candidatos com a menor interferência possível na rotina e na dinâmica dos atos de campanha.
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