Sexta-feira, 03 de julho de 2026

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Voltar Centrão indicou a maioria do Tribunal de Contas da União, que agora julgará liquidação do Banco Master

A maioria dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), que vai inspecionar a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master, foi indicada pelo Centrão no Congresso Nacional. Parte desses integrantes é vista como próxima ao empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição.

A Constituição estabelece que seis ministros do TCU sejam escolhidos pelo Congresso e três pelo presidente da República, desenho que ajuda a entender o perfil político predominante hoje na Corte.

O presidente do tribunal é Vital do Rêgo, ex-senador pelo MDB da Paraíba, indicado ao TCU em 2014 e eleito presidente da Corte no fim de 2024. Ele é irmão do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), aliado do presidente Lula (PT).

Em 12 de janeiro, o presidente da Corte afirmou que o Banco Central concordou com a inspeção do TCU e dará acesso aos documentos relacionados à liquidação do Banco Master.

“Ela (a inspeção) já está acontecendo, pela reunião que fizemos hoje (12/1). Definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatório – que só quem poderia liquidar era o Banco Central –, que estão à disposição já a partir de hoje. Nós temos um calendário que será ajustado pelas unidades técnicas”, informou o presidente do TCU.

O ministro disse que “o ato de liquidação é administrativo e regulatório”. “É um modelo técnico que o TCU está acostumado a fazer”, completou.

Quem são os ministros do TCU

Walton Alencar Rodrigues, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1999;
Benjamin Zymler, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001;
Augusto Nardes, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2005;
Aroldo Cedraz, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2007;
Vital do Rêgo Filho, indicado pelo Senado Federal, em 2014;
Bruno Dantas, indicado pelo Senado Federal, em 2014;
Jorge Oliveira, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2020;
Antonio Anastasia, indicado pelo Senado Federal, em 2022;
Jhonatan de Jesus, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2023.

Os nomes do Centrão no TCU

O ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal pelo Republicanos de Roraima, assumiu cargo no TCU em novembro de 2023. Filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a indicação dele foi apresentada pela liderança do partido na Câmara. A articulação política para a escolha dele teve o suporte direto do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Antes dele, entrou Antonio Anastasia, em 2022, a partir de indicação do Senado. Anastasia foi governador e senador por Minas Gerais e, historicamente, integrante da cúpula do PSDB.

Um dos principais aliados dele foi o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), na década de 2010. Antes de assumir o cargo no TCU, Anastasia trocou o PSDB pelo PSD. Com informações do portal Metrópoles.

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