Terça-feira, 28 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 27 de abril de 2026

O Jockey Club de Porto Alegre registrou, durante o Ladies Day, um dos momentos mais simbólicos de sua programação recente. O Cavalo Caramelo, que ganhou notoriedade durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, foi homenageado no sexto páreo e voltou a ocupar o centro das atenções em um contexto que extrapola o esporte.
O evento reuniu cerca de 10 mil pessoas e integrou sua programação ao Expochurrasco, ampliando o fluxo de público e a circulação de diferentes experiências no mesmo espaço. No meio desse ambiente, Caramelo atraiu atenção imediata e se tornou ponto de convergência espontâneo entre visitantes, que registraram sua presença como parte central da programação.
O cavalo foi resgatado em maio de 2024, durante o avanço das águas em Canoas, quando foi encontrado sobre o telhado de uma residência. A imagem percorreu o país e passou a sintetizar, de forma involuntária, a dimensão do impacto das enchentes no Estado. Após o resgate, o animal foi acolhido pela Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, onde recebeu tratamento veterinário e acompanhamento clínico contínuo.
No sexto páreo, a corrida recebeu o nome de Caramelo, deslocando a lógica habitual do turfe para um gesto de reconhecimento público. A homenagem inseriu a trajetória do animal em um ambiente historicamente associado à competição esportiva, mas que, neste caso, assumiu caráter de memória coletiva.
“Que coisa linda ver o povo aqui batendo foto com esse animal que é símbolo de vitória, de resiliência. Ele é vitorioso”, afirmou o superintendente de Relações Institucionais e Comunicação da Ulbra, Ruy Irigaray.
O presidente do Jockey Club, Gil Irala, destacou o caráter consensual da homenagem. “Todo mundo queria, foi unanimidade. O Caramelo é um símbolo de superação e tinha que estar aqui”, disse.
A presença do animal no evento consolidou uma narrativa que já havia ultrapassado o episódio do resgate. No ambiente do turfe, sua imagem passou a circular como referência de uma história recente que ainda permanece viva na memória do Estado.
Ao final do evento, a homenagem reforçou a capacidade de determinadas trajetórias individuais se transformarem em marcos coletivos, especialmente quando atravessam momentos de forte impacto social e emocional. (Por Gisele Flores -gisele@pampa.com.br)
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