Sábado, 02 de maio de 2026

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Voltar Caso do ex-deputado federal Alexandre Ramagem: Polícia Federal devolve credenciais de agente dos Estados Unidos que atua no Brasil

A Polícia Federal (PF) informou nessa terça-feira (28) ter devolvido as credenciais de trabalho do agente americano que atua na sede da PF em Brasília. O funcionário do governo dos Estados Unidos teve as credenciais retiradas na semana passada pelo princípio da reciprocidade.

O princípio da reciprocidade estabelece que um Estado tende a tratar outro da mesma forma como é tratado por ele nas relações internacionais – evitando que apenas um lado se beneficie das regras.

O fundamento foi adotado após o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA divulgar que o governo Donald Trump ordenou que um delegado brasileiro que atuou no caso da prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixasse o país.

Na semana passada, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou à GloboNews que dois funcionários norte-americanos foram alvo de medidas do governo brasileiro.

“Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno aos Estados Unidos pelo MRE”, disse Rodrigues.

Sem as credenciais, o agente perdeu acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília, e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias dos EUA e do Brasil.

Um segundo norte-americano também foi alvo de medidas. O Itamaraty aplicou o princípio de reciprocidade a um funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil. Michael Myers deixou o Brasil na última quarta-feira (23).

Myers trabalhava junto à Polícia Federal na troca de informações desde 2024, como parte de um acordo de cooperação entre os dois países.

Caso

No dia 20 de abril, os Estados Unidos pediram que um delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixasse o país.

Sem citar nomes, o governo americano afirmou em uma rede social que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país.

A autoridade citada é o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas norte-americano (ICE).

Carvalho foi nomeado para atuar em Miami em março de 2023, em uma missão junto ao ICE com duração de dois anos. Entre as funções está a identificação e a prisão de foragidos da Justiça brasileira nos EUA.

Em março de 2025, o governo publicou uma portaria que prorrogou a permanência dele na missão até agosto deste ano. O delegado já deixou os Estados Unidos e retornou ao Brasil.

Dois dias depois, o diretor-geral da PF disse, em entrevista à GloboNews, que retirou as credenciais de trabalho de um funcionário do governo dos Estados Unidos, um agente de imigração, que atua na sede da PF em Brasília.

Horas depois, o Ministério de Relações Exteriores publicou uma nota na qual afirmou que o governo de Donald Trump não seguiu a “boa prática diplomática” ao mandar embora do país um delegado da Polícia Federal que atuava na Flórida.

Diante disso, o Itamaraty diz ter informado à embaixada americana que aplicará o princípio da reciprocidade contra um funcionário americano.

O funcionário deixou o país na última quarta-feira (23). (Com informações do portal de notícias g1)

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