Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 2 de setembro de 2026
Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição avaliam com preocupação os possíveis impactos do caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o cenário eleitoral de 2026.
A avaliação dentro do grupo que coordena a campanha é de que as revelações sobre conversas, encontros e relações envolvendo o ministro podem fortalecer discursos já adotados por setores da direita contra o STF e ampliar o espaço de seus adversários na disputa presidencial. A preocupação também se estende a candidatos que buscam se apresentar como uma alternativa à polarização entre lulistas e bolsonaristas.
Entre esses nomes está Augusto Cury (Avante), que, segundo diferentes levantamentos de intenção de voto, já alcançou a casa dos dois dígitos. Para integrantes da campanha petista, o episódio envolvendo Moraes pode contribuir para aumentar a força de discursos críticos ao Supremo e influenciar eleitores que demonstram resistência à atual polarização política.
Na avaliação de aliados de Lula, as informações divulgadas têm potencial para produzir efeitos sobre a opinião pública ao dar maior repercussão a questionamentos que vêm sendo apresentados historicamente pelo bolsonarismo. Moraes é considerado um dos principais alvos de críticas do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que frequentemente acusa o ministro de adotar medidas consideradas excessivas contra seus aliados.
Diante desse cenário, a orientação dentro do QG da campanha de Lula é manter distância do caso envolvendo Moraes e evitar qualquer associação do presidente com os fatos revelados. A estratégia consiste em reforçar que não há conexão entre Lula e as situações investigadas, deixando que as apurações e eventuais desdobramentos sejam conduzidos pelas instituições responsáveis.
A postura adotada pelo PT também apresenta diferenças em relação à de setores da direita. O partido não pretende, por exemplo, endossar pedidos de impeachment contra o ministro André Mendonça, embora existam críticas internas à sua atuação em determinados episódios. Entre os questionamentos está a avaliação de que o ministro teria adotado uma atuação seletiva e com objetivos políticos capazes de interferir no calendário eleitoral.
Dentro do PT, a estratégia, neste momento, é pressionar para que Mendonça também determine o levantamento do sigilo relacionado ao caso Dark Horse. Na avaliação de integrantes do partido, a divulgação das informações poderia produzir novos elementos com possíveis implicações para o principal adversário de Lula na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL). (Com informações da colunista Isabel Mega, da CNN Brasil)
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